Relato de parto: Do parto humanizado a cesariana

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Relato de parto: Do parto humanizado a cesariana

Muitas mães têm dividido comigo suas histórias de parto, histórias lindas, histórias difíceis, histórias de superações, desabafos. Tem sido incrível conhecer essas histórias e ter essa troca.

É maravilhoso saber que não estamos sozinhas, que todas nós temos medos, expectativas e frustrações, mesmo com histórias tão diferentes.

Por isso resolvi abrir aqui no blog um espaço para essas histórias.

E a primeira história é de uma amiga querida que conheci no Instagram, quando nos falamos pelo insta ela ainda morava no Brasil. Hoje a Alitani, mora aqui em Santa Bárbara, Califórnia, na mesma cidade que eu moro e acabamos deixando de ser somente amigas virtuais, inclusive começamos uma parceria aqui no blog.

Acho que muitas mães vão se identificar com a história do parto dela. Ela sempre sonhou com o parto normal humanizado, mas a natureza fez ela ter que seguir outro caminho para ter seu bebê nos braços.

Boa leitura e se você também quiser dividir a sua história com a gente é só mandar o seu texto para fe@realfemachado.com


Antes de engravidar eu sempre desejei um parto humanizado. Nasci de parto normal.

Quando eu e meu marido decidimos ter um filho, junto a essa decisão, veio outra: iriamos encontrar uma equipe que fosse capaz de realizar os desejos dos nossos corações. E assim foi. 

Encontrei minha obstetra/ ginecologista, Dra. Thaíssa Tinoco Sassine, extremamente competente e defensora do parto humanizado. Antes mesmo da gravidez encontrei minha doula, Thais Ramos (Gesta Vida).

Um dia, chego do trabalho e ligo para doula, me identifico, e falo: não sou gestante, mas vou tentar engravidar em breve, quero fazer pilates contigo e preciso de você para ser minha doula. Você me aceita? ...

E assim começou minha paixão por essa profissional super competente.

Iniciei a tentativa depois de fazer todos os exames, e um mês depois a menstruação atrasa. Uau! Estava grávida, para susto e felicidade de todos. Não pensei que fosse tão rápido assim. 

Vou a médica, confirmado! Ligo pra doula, e ela me diz que por volta do terceiro mês poderíamos começar o pilates, e que teria disponibilidade para acompanhar meu parto.

Um sonho.

Minha gravidez foi uma delícia. Não senti enjôo, não tive desejos, não fiquei fragilizada, trabalhava normalmente, não tive intercorrências até a 37 semana, fazia pilates e era muito amada e paparicada por todos, o tempo todo. 

Minha barriga ficou linda. Enorme. Enorme. Enorme. Todos me perguntavam se estava grávida de gêmeos. E eu dizia que não, que meu menino era grande mesmo. 

A cada aula de pilates ficava mais feliz com meu desempenho, o bebê estava na posição cefálica e tudo ia bem demais. Eu tinha um pique invejável. Acredito ser por conta da enorme vontade de ter meu filho da forma mais natural possível.

Com 37 semanas eu e meu marido fizemos a aula de parto com nossa doula, uma aula gostosa, cheia de risadas, onde tiramos nossas dúvidas, treinei junto com meu marido como vocalizar, isso eu já fazia no pilates, pois encontrava com minha doula duas vezes por semana, comemos um bolo de chocolate maravilhoso e relaxamos. A partir dali, nosso filho poderia chegar, no tempo dele... estava tudo preparado para recebermos.

Com 37 semanas e alguns dias tive que sair de licença maternidade. 

Comecei a sentir muito desconforto... muito... de uma hora pra outra... minha visão começou a ficar embaçada e a claridade me deixava louca, sentia muita sensibilidade à luz; minha cabeça começou a doer muito e a nuca então, nem se fala; minhas pernas/pés e braços começaram a inchar a ponto de não conseguir usar mais calçado fechado; senti também fortes dores na barriga. Quem me conhece sabe que eu não reclamo de dor, e comecei a reclamar um pouco. Não estava relaxada...

Minha médica me monitorava o tempo todo e cuidava muito bem de mim. Tudo isso foi causado pela pressão que ficou alta demais. Entramos com medicação. Mas a pressão estava fugindo do nosso controle. Fiquei em casa, quietinha. Passamos pela 38ª semana. O bebê estava pesando mais de 4 quilos de acordo com a ultra. E estava bem. Mas eu estava desconfortável. Pensamos em aguardar até a 39ª semana e induzir. Mas não foi o que aconteceu...

Com exatas 39 semanas, sem entrar em trabalho de parto, sem tentar indução, fomos ao hospital e realizamos a cesariana.

A minha pressão estava descompensada, induzir poderia fazer com que ela subisse ainda mais nos momentos de dor, então conversamos com minha médica e graças a Deus realizamos a cesariana.

Digo graças a Deus pois fizemos a biópsia da placenta e lá verificamos que o procedimento foi muito acertado.

Considero a minha cesariana humanizada, apesar de ler que não existem cesarianas humanizadas. Meu coração diz que existe...

Entenda o motivo de afirmar que no meu coração existe: Cheguei no hospital com meu marido, meus pais, minha irmã e meu cunhado. Minha família foi para o apartamento onde eu ficaria com meu filho depois do nascimento, e meu marido foi comigo até a centro cirúrgico. Quando fui me vestir, meu marido foi a uma outra sala onde se encontrou com um grande amigo nosso, quase irmão, que participaria daquele momento pois é médico. 

Fui levada ao centro cirúrgico, minha médica conversou comigo, perguntou se eu estava bem, e eu estava. Estava me sentindo em paz.

Chegou o anestesista, conversou bastante e ainda brincou, falando que ele acreditava que o bebê teria uns 4.200 quilos pelo tamanho da barriga.

Logo após entrou meu marido e o nosso amigo que é médico, e dentro do centro cirúrgico tinha o restante da equipe. Tinha outra obstetra, pediatra, enfermeiros, etc.

Lembro como se fosse hoje do momento que a minha médica segurou na minha mão, fez um carinho e disse: " dói pra pegar a veia, né? Vou fazer um carinho, isso é um apoio moral." Quanta lindeza gente!!! Me sentia abraçada, beijada, amada...

A luz ficou baixa para mim, mas estava bem iluminado o campo onde eles iriam trabalhar. 

Me avisaram que iriam dar início aos procedimentos. E assim foi. Meu marido durante todo o tempo ficou do meu lado. Meu amigo médico também...

A minha médica ia me falando tudo. Disse que havíamos acertado, que era um menino gigante, cabeludo e lindo. Foi relatando tudo... me avisou quando ele ia nascer e então, pediu para que eu olhasse, pra ver ele chegando ao mundo, e assim foi. Com um choro super alto meu grande menino havia nascido. Ela enrolou ele em um pano verde, desses próprios de centro cirúrgico e me entregou (Detalhe que o ar condicionado neste momento não estava tão gelado, me dei conta disso depois, conversando com meu marido). A pediatra então se aproximou e minha médica disse: "está tudo bem, deixa ele com os pais". Ele ficou deitado no meu peito, a coisa mais linda do mundo, chorava ele, eu e meu marido...

Ficou ali por um tempinho. Minha médica então colocou ele no meu peito para tentar mamar e disse para pediatra que ele já iria com ela e meu marido. Ele lambeu um pouquinho mas não mamou... sentiu meu cheirinho e eu o dele... Assim foi...

Finalizado o procedimento, meu marido foi levando o nosso filho para tirar medidas, pesagem, etc e lá já estava minha família, que havia aguardado no apartamento e foi avisada pela enfermeira que o bebê estava descendo com o papai. Assim, meus familiares acompanharam tudo juntamente com meu marido.

Fui para o repouso com meu amigo médico que participou do parto até passar o efeito da anestesia.

Passado o efeito fui para o apartamento e lá encontrei minha família, marido e filho. Como havia pedido, não deram banho no meu filho naquele dia. De imediato as enfermeiras entraram e perguntaram se eu queria tentar amamentar ou esperar um pouco, disse que eu queria.

Havia combinado com minha doula que não seria necessário ela estar no centro cirúrgico pois meu marido e amigo/médico estariam lá. Minutos depois que cheguei no quarto, chega ela com um sorriso lindo, feliz, me ajudando a amamentar e ficando comigo pelas quatro horas seguintes.

Minha cesárea foi realizada por volta de 8:15 da manhã, as 14 horas eu estava tomando um banho sozinha, supervisionado por duas enfermeiras, essas ficaram o tempo todo dentro do banheiro comigo, mesmo me sentindo muito bem e forte.

Tivemos alta como manda o protocolo. Meu pós operatório foi maravilhoso, não sentia quase desconforto algum, o corte super pequeno, e a amamentação um sucesso; sucesso tão grande que meu filho amamenta até hoje, 2 anos e quase 4 meses em livre demanda. 

Fui respeitada durante todo o tempo. Me senti amada pela minha médica e agradeço a Deus até hoje pela forma que o meu filho veio ao mundo. Costumo dizer que eu não queria assim, mas Deus quis. E somente ELE sabe o que é o melhor em nossas vidas.

Continuo a amar o parto humanizado e defendo com unhas e dentes, mas sempre digo: uma cesárea com indicação, salva vidas. 

Busque informações, leia bastante e confie na sua equipe. Escolha com amor, corra atrás, assim, certamente vocês terão sucesso! Amo minha médica e amo minha doula, sem elas não teria um parto tão respeitoso, muito menos uma amamentação tão vitoriosa.

Meu filho nasceu com 4.060 kg e 53 cm.

Cheio de vida e saúde.

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40 Semanas de Gestação

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40 Semanas de Gestação

Antes de engravidar, tudo o que eu sabia é que a gestação dura em média 9 meses, certo? Eu ouvia tanto, da maioria das mães ao meu redor, que a cesárea seria com 36 semanas. Que na minha cabeça eu achava que a gestação em semanas durasse somente 36 semanas. Foi só depois que engravidei e comecei a me educar sobre o assunto, que comecei a frequentar aulas de preparação para o parto, aulas de yoga pré-natal, que descobri que o tempo em média de uma gestação completa é na verdade de 40 semanas, podendo ir até 42 semanas! 

Eu confesso que antes de eu engravidar eu nunca havia ouvido falar nessas 40 semanas. Acho que perdi essa aula de biologia. É tempo pra caramba, né?! E eu acho que muita gente também não sabe dessas 40 semanas, percebi na reta final da minha gestação que toda vez que eu postava no instagram uma foto da minha barriga depois das 36 semanas, chovia comentários do tipo:  Esse bebê não nasce nunca?! Ainda na barriga?! Não nasceu ainda?! E isso que eu não cheguei até as 42 semanas, meu tempo de gestação foi de 40 semanas e 1 dia. 

A medicina não conta a gravidez em meses, mas sim em semanas, isso porque é mais fácil falar de semana em semana, do que de mês a mês, pois as mudanças são muito rápidas e a cada semana acontecem novas descobertas e formações.

A contagem é feita a partir do 1º dia da sua última menstruação, mais ou menos 2 semanas antes do óvulo ter sido fecundado. Contando 40 semanas a partir desse dia você consegue saber o que chamam aqui de due date, a data de previsão do nascimento do bebê. Se você passar dessas 40 semanas aqui chamam de Over Due e a maioria dos médicos espera em observação até 42 semanas, após essas 42 semanas pode começar a ser perigoso para o bebê continuar na barriga, então nesses casos é preciso induzir o parto. 

Então as semanas, meses e trimestres de gestação são os seguintes, lembrando que há divergência entre alguns autores, onde os mesmos consideram o 3ª trimestre a partir da 27ª semana:
 

Uma outra maneira de contar as semanas, os meses e os trimestres.

Uma outra maneira de contar as semanas, os meses e os trimestres.


• Primeiro trimestre:
1 a 4 semanas de gestação: 1 mês
5 a 8 semanas de gestação: 2 meses
9 a 12 semanas de gestação: 3 meses

• Segundo trimestre:
13 a 16 semanas de gestação: 4 meses
17 a 20 semanas de gestação: 5 meses
21 a 24 semanas de gestação: 6 meses

• Terceiro trimestre:
25 a 28 semanas de gestação: 7 meses
29 a 32 semanas de gestação: 8 meses
33 a 36 semanas de gestação: 9 meses
37 a 40 semanas de gestação: 10 meses


Enquanto a gente segue contando as semanas, o resto do mundo ao nosso redor vai querer saber de quantos meses estamos, isso é bem comum!

Normalmente nessas semanas finais de gestação 37, 38, 39, já estamos super ansiosas, impacientes, cansadas, inchadas e parece que não aguentamos mais nem um dia. Tudo fica desconfortável, andar, sentar, levantar, deitar, dormir!!!!! 

Mas o fato é que se tudo estiver correndo bem na gravidez, essas últimas semanas, são super importantes para os nossos bebês! Aqui nos Estados Unidos, existe uma campanha enorme para se esperar as 40 semanas, para respeitar o tempo do bebê, aguardar o sinal dele de que está totalmente formado e pronto para nascer.

Tem um artigo famoso que muita gente me recomendou ler, chamado “40 motivos para se esperar 40 semanas”.

Eu não encontrei a tradução desse artigo para o português. É muito comum que notícias de pesquisas daqui sejam traduzidas para o português, mas não encontrei nada em relação à esse artigo em português. Então eu mesma tive que traduzir.  

Embora o artigo seja baseado em números de estatísticas de pesquisas e estudos, ele também relata a realidade de uma maneira divertida. Eu achei que valeu muito à pena ler. 

 

“40 razões para se esperar 40 semanas” por BellyBelly.com.au

Razões para dar 40 semanas de gestação para o seu bebê! 

#1 Bebês nascidos com 40 semanas, são mais capazes de sugar e engolir, graças aos músculos da face mais desenvolvidos. 

#2 Essa habilidade de sugar e engolir melhor, torna a amamentação muito mais possível! 

#3 Bebês nascidos com 40 semanas são mais capazes de controlar a temperatura corporal, isso por conta da gordura extra que eles possuem.

#4 Num geral, quanto mais tempo o bebê fica na barriga, menos tempo ele fica no hospital. 

#5 O desenvolvimento do cérebro acelera nas últimas 5 semanas de gestação. 

#6 Os bebês ganham mais peso nas últimas semanas de gravidez, esse peso extra, prepara eles para o nascimento e o primeiros dias de vida.

#7 Bebês prematuros têm mais chances de terem icterícia, pois o fígado dos prematuros pode não estar totalmente formado. 

#8 Bebês prematuros têm mais chances de terem problemas respiratórios, pois o pulmão do prematuro pode não estar totalmente formado. 

#9 Bebês prematuros têm maiores chances de hemorragias cerebrais. 

#10 Bebês prematuros têm mais chances de terem convulsões nos primeiros dias de vida e mais chances de desenvolverem epilepsia. 

#11 Bebês prematuros têm mais chances de terem problemas de audição, pois seus aparelhos auditivos podem não estar totalmente desenvolvido no nascimento. 

#12 Nos últimos meses de gestação os bebês fazem um estoque de glicogênio para regular o açúcar no sangue. Bebês prematuros podem não ter o tempo suficiente de estocar o glicogênio, e por isso eles têm mais chances de terem problemas com baixa glicemia. 

#13 Bebês nascidos com 40 semanas têm melhores resultados, do que bebês nascidos com 38 semanas nos exames de protocolo realizados em recém-nascidos.

#14 Bebês nascidos com menos de 37 semanas têm mais chances de terem problemas comportamentais. 

# 15 Bebês prematuros não são capazes de ficarem acordados o tempo necessário para uma mamada completa. 

#16 Bebês nascidos antes de 38 semanas têm mais chances de serem readmitidos no hospital. 

#17 O cérebro de um bebê de 35 semanas pesa apenas 2/3 do cérebro de um bebê com 39, 40 semanas. 

#18 Mais de 25% dos bebês que nascem de cesáreas eletivas entre 37 e 39 semanas precisam ser admitidos em Unidades Intensivas neonatal. Comparado a 1 em cada 20 bebês que nascem depois de 39 semanas. 

#19 Os números de mortalidade infantil são 4 vezes maior para bebês nascidos entre 34 e 36 semanas. 

 

Razões para a mãe esperar 40 semanas: 

#20 Você está prestes a deixar de ser o centro das atenções, então segure a ansiedade e aproveite para ser a número 1 por um pouquinho mais de tempo! 

#21 Aproveite esse tempinho extra para curtir uma babymoon com seu marido. 

#22 Lembre-se que você  já está se relacionando com seu bebê mesmo com ele na barriga, então aproveite para curtir ele na barriga, enquanto ele não regorgita na sua blusa e chora noite e dia no seu colo. 

#23 Você pode não acreditar agora, mas você ainda vai sentir muita falta dessa barriga, dos chutinhos, dos soluços, de saber que seu bebê está dentro de você. 

#24 Aproveite esse tempinho extra para curtir seu marido, vocês não terão muito tempo sozinhos nos primeiros meses após o nascimento do seu bebê. Aproveite para ir ao cinema, jantar fora. 

#25 Aproveite este tempinho extra para deixar tudo pronto para o bebê! 

#26 Esperar para entrar em trabalho de parto naturalmente, geralmente faz com que você consiga seguir seus planos do plano de parto. 

#27 Aproveite para dormir!!!!! Você não imagina como vai sentir saudade do tempo em que podia deitar e dormir. 

#28 Você não imagina quantas trocas de fralda pode deixar de fazer nessas semanas extras com seu bebê na barriga. 

 

Razões para esperar 40 semanas para ter um parto mais tranquilo: 

#29 Aguardar o trabalho de parto natural, significa não induzir o parto. Induzir o parto aumenta os riscos para o bebê e as chances de hemorragia pós-parto. 

#30 Induzir o parto aumenta os riscos de você precisar de uma cesárea. 

#31 A cesárea é uma cirurgia de grande porte, que oferece riscos e com uma recuperação difícil. 

#32 Aguardando o trabalho de parto natural, você diminui muito os riscos do parto e de intervenções. 

#33 Induzir o parto pode fazer com que seu parto seja mais longo. 

#34 Especialistas acreditam que o parto induzido é mais doloroso, isso porque a ocitocina artificial provoca contrações fortíssimas. 

#35 Tanto o parto induzido, quanto a cesárea aumentam os riscos de infecção.

 

Coisas para se lembrar: 

#36 Como muitas vezes a contagem das semanas não é exata, por ser baseada no ciclo menstrual, que não é exato. Muitas vezes o que você pensa que é 38 semanas, pode ser 36 na verdade. 

#37 Dê esse tempo extra para o seu bebê amadurecer, confie nele, ele saberá quando estará pronto para o mundo do lado de fora da barriga.

#38 Bebês não são muito convenientes, eles querem mamar o tempo todo, regorgitam assim que você colocou uma roupa limpa neles, e fazem cocô assim que você sair de casa. Aproveite a conveniência de ter o seu bebê dentro da sua barriga! 

#39 Devagar e forte é que se vence a corrida! 

#40 Se existe algo na vida que vale a pena esperar, é por isso! Você se alimentou bem, não bebeu álcool, você evitou medicamentos nesses meses todos e tudo pela saúde do seu bebê. E se existe algo super importante para a saúde do seu bebê, é isso, esperar o tempo certo dele chegar, para que ele possa começar a vida bem, forte, saudável e pronto!   

 

Colaboração: Alitani Matos @santabarbaraparadise

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Transformações do nosso corpo na gravidez

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Transformações do nosso corpo na gravidez

Sem dúvida alguma, a gravidez é a maior transformação que o corpo de uma mulher pode viver!

São inúmeras as mudanças que vivemos dia após dia, nessas 40 semanas. O nosso útero fica 1.000 vezes maior que o seu tamanho original, a quantidade de estrogênio no nosso corpo é a mesma quantidade de 100 pílulas anticoncepcionais. E a gente ainda sente um bebêzinho dançando na nossa barriga o tempo todo! 

Peso

Passado os enjôos do primeiro trimestre, tive bastante fome depois dos 4 meses, realmente tinha fome por dois. Eu vivia com desejo de comida brasileira e no final da gestação estava doida por doce, virei uma formiga louca, acho que um pouco por conta da ansiedade. Nessas 40 semanas e 1 dia de gestação, engordei 20 kg, bastante né?! O ganho de peso na gestação é algo bem individual.

Mas existe um consenso de uma média de ganho de peso, 14,5 kg, lembrando que nessa jornada não carregamos somente o peso do bebê. Esse peso a mais que ganhamos na gestação é a soma de vários elementos:

1,7 kg de sangue, para suprir a demanda do feto o corpo precisa aumentar em 50% seu volume de sangue.
1,0 kg de placenta, é através da placenta que o feto recebe oxigênio e nutrientes.
1,0 kg de líquido intracelular, os hormônios da placenta estimulam a retenção de líquidos.
1,3 kg de líquido aminiótico, que protege o feto contra choque e mantém a temperatura estável.
1.2 kg de útero, que é onde o bebê cresce. O útero aumenta 1000 vezes de tamanho nessa jornada.
4 kg de tecido adiposo, na gestação o corpo é estimulado a acumular gordura, como reserva energética para o feto e para a mãe.
0,8 kg de aumento das mamas, as glândulas mamarias aumentam de volume para a amamentação.
3,5 kg do feto, ao longo dessa jornada o bebê vai se desenvolvendo.

Inchaço

E foi entendendo isso tudo que, constatei que o inchaço faz parte do processo natural da gestação!

Nosso volume de sangue aumenta em 50% quando estamos grávidas e os hormônios da placenta estimulam a retenção de líquidos. E é por isso que ficamos inchadas, pois essa retenção de líquido é normal e necessária.

Eu comecei a inchar por volta de 32 semanas e desde então eu não conseguia mais usar minha aliança de casamento, não cabia mais no meu dedo. No final da gravidez eu estava muito inchada e quando eu achei que não dava para inchar mais, no parto parecia que eu ia explodir, eu parecia outra pessoa, de tão inchada que eu estava.

Mas acho que foi importante ter todo esse líquido extra, porque perdi muito líquido nas minhas 18 horas de parto.

Por isso, acho a drenagem linfática ótima na gravidez, mas com um profissional especializado em gestantes e com moderação. Drenagem demais não é indicado, principalmente na reta final e se a grávida não estiver ingerindo muita água.

A melhor solução para aliviar o inchaço, para mim, foi usar a meia de compressão o tempo todo!

Esqueci de usar durante o parto e me arrependi! Mas no pós parto, eu ficava noite e dia com a meia.

Meus pés ficaram tão inchados no parto que, parecia que eu tinha quebrado os 2 tornozelos, e doía como se eu tivesse quebrado mesmo!

Colesterol

Com esse aumento enorme de peso eu fiquei meio preocupada com o meu colesterol, isso porque a família do meu pai tem um histórico sério com colesterol alto, todo mundo toma medicamento para controlar os níveis elevados e eu herdei isso dele, mas nunca precisei do medicamento, porque até hoje tenho conseguido controlar meu colesterol com exercícios e alimentação.

Então comentei sobre essa minha preocupação com a minha médica e pedi para ela checar meu colesterol.

Ela me disse que aqui nos EUA, não é de costume checar o colesterol durante a gravidez, porque é muito comum que o nível de colesterol suba muito na gestação. Isso porque os bebês precisam da gordura para o desenvolvimento do cérebro durante a gravidez e na amamentação, por isso nosso corpo estoca toda a gordura possível, nossa reserva de gordura fica altíssima e consequentemente nosso colesterol também.

Eu não tinha idéia disso e quando entendi melhor o processo da natureza, fiquei mais tranquila!

Estrias

As estrias tem muito haver com o quanto a gente engorda e com a genética, se as nossas mães tiveram estrias na gravidez, temos mais chances de ter também.

Embora minha mãe tenha engordado 30kg na gestação do meu irmão e 28kg na minha, ela não teve nenhuma estria na barriga, teve somente um pouco na região dos flancos.

E foi a mesma coisa comigo, tive um pouco na região dos flancos e no seio.

Eu usei bastante óleo de coco para hidratar a pele e o famoso bio oil e o creme para estrias da Mustela. Eu considero esse combo imbatível! 

Línea Nigra

Na reta final, eu fiquei com aquela linha escura bem visível, dividindo a minha barriga, é a línea nigra! A linha do amor, todas as grávidas ficam com essa linha na barriga, algumas mais aparentes que outras. A minha ficou bem aparente no finalzinho da gestação.

Essa linha acontece por conta do aumento do estrogênio na gravidez, o aumento do estrogênio eleva a produção do hormônio estimulante da melanina, e a linha que já existia na mesma cor da pele, escurece.

Manchas na pele

É por isso também, que é muito fácil manchar a pele na gravidez. Além do uso do protetor solar diariamente, fazer o uso de ácido fólico durante toda a gravidez, como eu já falei no texto anterior, além de ser super importante para a saúde do bebê, uma vez que é usado para prevenir malformações no tubo neural. Também evita manchas na gravidez, isso porque o ácido fólico tem propriedades que podem fazer com que o hormônio melanócito aumente com menor velocidade e menor quantidade.

É por isso também, que é comum que manchas e pintas que já temos no nosso corpo, fiquem mais escuras na gestação. E a auréola e o bico do peito também fiquem bem mais escuros, no finalzinho da gestação.

Pois é dessa maneira, que os recém-nascidos podem enxergar com mais facilidade o peito da mãe. A Natureza é genial! Tudo isso volta ao normal após o nascimento do bebê!!!

O nosso peito vai mudando durante toda a gestação, além do meu peito estar enorme na reta final da gestação, eu conseguia ver certinho todas as veias por baixo da pele e comecei a perceber que, `as vezes, eu acordava com o seio vazando, ou quando eu tomava banho de água morna, o meu peito vazava um pouco de colostro. Isso é super comum também!

Tamanho do pé

Meu pé aumentou 1 número no final da gestação e somente agora, que o Lucca está com 16 meses, que o meu pé está voltando ao tamanho de antes. Quase que perco todos os meus sapatos!

Gengiva sangrando

A minha gengiva sangrava muito na gravidez e eu descobri que isso é super comum, por conta dos altos níveis de progesterona, que intensifica as inflamações. E além disso a permeabilidade vascular é maior na gestação e diminui a resistência dos tecidos gengivais aos processos inflamatórios, causados pelas bactérias que, durante a gestação, estão aumentadas e utilizam esses hormônios para sua nutrição.

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A melhor maneira de se prevenir, é uma boa higienização bucal com o uso de fio dental, e visitas regulares ao dentista. A grávida pode receber tratamento odontológico em qualquer época da gestação. 

Cabelo, pele e unhas

Nos primeiros 3 meses, tive um pouco de espinhas na pele e minha unha estava bem quebradiça, mas `a partir do quarto mês, minha pele limpou! Isso acontece devido ao hormônio estrógeno, que estímula o colágeno, deixando a pele viçosa! Meu cabelo engrossou, ficou macio e brilhante e minha unhas ficaram longas e duras! Os hormônios da gravidez foram o melhor tratamento de beleza que já fiz na vida!!!!

Depois que engravidamos, a incidência de algumas doenças diminuem, mas não acabam. Com a gravidez diminuímos os riscos de câncer de endométrio e Endometriose. Com a amamentação diminuímos as chances de ter um câncer de mama. 

Realmente a gestação é uma experiência única e extraordinária! É um grande privilégio poder ver a natureza agindo de maneira tão concreta no nosso corpo, transformando nosso corpo dia após dia, para gerar um novo ser. É o verdadeiro milagre da vida! 

Colaboração Alitani Matos @santabarbaraparadise

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A alimentação na gravidez

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A alimentação na gravidez

Durante a gestação, é super importante a ingestão de água! Precisamos muito da água para irrigar o útero e a placenta, e também para uma melhor irrigação sanguínea, além de eliminar toxinas, que podem causar infecções urinárias, o que pode aumentar a chance de um parto prematuro.

Devemos beber água sem estar com sede, pois quando esperamos a sede para ingerir líquido, significa que já estamos iniciando um processo de desidratação.

Podemos também tomar água de coco, que é rica em sais minerais e ajuda a diminuir a azia e o enjôo. 
Minha médica me aconselhou a beber muita água e fui percebendo que estando grávida, o meu corpo me pedia mais água. E quando eu ficava muito tempo sem água, eu sentia cólicas, era o meu corpo me avisando que precisava de água! Eu bebia em média 2 litros por dia quando não estava grávida, na gravidez comecei a beber 3 litros e amamentando fui pra 4 litros por dia nos primeiros meses, sem exagero!

Eu vivo com essas garrafas por perto, tenho 4 que deixo sempre cheias e bebo o dia todo, muita água, sem parar. 

Não sou nutricionista, só vou dividir com vocês como eu estava tentando comer o mais saudável possível, por exemplo; de vez em quando eu tomava um refrigerante diet e com a gravidez, eu cortei de vez do meu cardápio! Cortei também os adoçantes, pois não são nada saudáveis!

A minha alimentação da gravidez, continua bem parecida com a que tenho hoje, pois continuo amamentando. Eu tento consumir bastante alimentos com ácido fólico, ômega 3, e gorduras boas, que são super importante para o desenvolvimento do cérebro do bebê.

Tento consumir salmão com frequência, ovos, óleo de coco, azeite extra virgem, abacate, castanhas, nozes, quinoa, couve, que é cheia de ácido fólico, dentre outros alimentos.

Pelo menos 3 frutas e 3 verduras diferentes por dia, de preferência orgânico. Só consumo farinhas e cereais integrais, bastante grãos, como feijão, lentilha, grão de bico e legumes.

Consumo kefir, todos os dias. Kefir é um tipo de iogurte, cheio de probióticos que aumentam muito nosso sistema imunológico, e ajuda a previnir doenças. É benéfico na gravidez e na amamentação. Eu não gripei na gravidez!

Não bebo álcool e nem café, então não sofri na gravidez, muito menos amamentando, tendo que evitar essas bebidas. O excesso de café pode causar agitação e taquicardia. Também temos que tomar cuidado com alguns chás que podem ser abortivos.

A única restrição que eu tive, foi de peixe cru, eu adoro um japonês, mas achei melhor evitar.

Minha médica me aconselhou a tomar vitaminas pré natal, uma cápsula que já vem com um complexo vitamínico específico para gestantes. Ela me recomendou tomar 3 meses antes de engravidar e seguir tomando até hoje pois ainda amamento.

Isso porque vários estudos mostram que o ácido fólico e o DHA que vem da Ômega 3,
são muito benéficos no momento em que o tubo neural está se formando, bem no início da gestação. E para um bom desenvolvimento do cérebro do bebê durante toda a gestão, e durante a amamentação também.
 

Eu estava comendo super bem, mas perdia a linha quando via um doce pela frente! Não consegui cortar ou diminuir o açúcar na gravidez do Lucca e me senti mal por isso. Sempre fui formiga, viciada em açúcar e chocolate, e na gravidez esse meu vício pelo açúcar veio com tudo.

Vários estudos recentes mostram que o açúcar é um veneno, ele destrói nosso sistema imunológico, e é um grande causador de doenças do coração.

E mesmo sabendo disso tudo, eu não conseguia me controlar quando via um pote de sorvete pela frente.

Mas com o Lucca, estou me livrando do açúcar, pois não vou apresentar para ele até os 2 anos. Comecei a comer as sobremesas naturais que faço para ele, tudo sem açúcar! Estou reeducando meu paladar e muito feliz de finalmente estar me livrando desse vício.

Estou determinada a não comer açúcar na próxima gravidez!

Lembre- se que cada mulher é única, cada gravidez é uma gravidez, por isso a melhor pessoa para te orientar durante a sua gravidez, é o seu médico! O que comer, se você pode se exercitar, se você deve tomar vitaminas. Converse sempre com o seu médico! 

Colaboração Alitani Matos @santabarbaraparadise

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O começo da amamentação

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O começo da amamentação

Recebo muitas perguntas de mães que estão começando a amamentar, me pedindo ajuda com esse comecinho da amamentação, que é um momento delicado.

Falei no meu primeiro texto do blog "Amamentar em tempos modernos" sobre a importância desse começo da amamentação.

Muitas mães me perguntam se esse começo foi difícil para mim, se eu tive fissuras no peito, se eu também sentia dor para amamentar e como fiz para superar isso.

Sim, eu também sofri com tudo isso. Também amamentei urrando de dor, com lágrimas escorrendo dos olhos, como você e muitas outras mães.

Não se sinta sozinha. Não é só com você. A maioria das mães que amamentam e amamentaram passaram por isso.

Sempre me perguntam como me preparei para esse início da amamentação, se tomei sol no mamilo ou se usei a bucha natural no mamilo.  Até fiz isso tudo, mas, olhando para trás, sinto que o que mais me ajudou foi me informar.

Quando eu estava grávida de 7 meses, fiz uma aula de amamentação que me ajudou muito. Essa aula é gratuita e oferecida pelo hospital onde o Lucca nasceu, e lá me ensinaram muitas coisas importantes e fundamentais para que eu superasse esse começo. 

Nessa aula, me informaram sobre:
 

- A importância da proximidade entre mãe e bebê após o nascimento. Segundos após o nascimento do Lucca, ele já foi colocado no meu peito “pele com pele” e ficou horas comigo. Também, durante toda a nossa estadia no hospital, ele ficou o tempo todo no quarto comigo.

 
- A importância do contato “pele com pele” entre mãe e bebê a maior parte do tempo. No hospital onde o Lucca nasceu, nos orientaram a não colocar roupa nele, deixávamos ele somente de fralda enrolado numa manta, para facilitar esse contato de “pele com pele” comigo o tempo todo.

- A importância do colostro nos primeiros dias, o quanto esse líquido precioso é poderoso e rico em anticorpos, que o bebê tanto precisa. 

- A quantidade que o bebê mama nos primeiros dias é muito pequena, pois seu estômago é pequeno. Por isso não é preciso se desesperar, achando que aquela pequena quantidade de colostro que nosso corpo produz não é suficiente para o nosso bebê. Aquela quantidade é exatamente o quanto o nosso bebê precisa. Na livre demanda, mamando aos pouquinhos, mas o tempo todo. 

- O tempo que leva para o leite descer. É natural que leve de 2 a 4 dias para o leite descer. Isso é absolutamente comum e ficar ansiosa ou nervosa com essa espera pelo leite não ajuda em nada. Nesses primeiros dias, o bebê receberá todos os nutrientes necessários através do colostro.
 
- A perda de peso dos bebês após o nascimento.  É comum que eles percam, em média, 10% do seu peso corporal, nas 2 primeiras semanas de vida, pois fora da barriga eles precisam fazer um grande esforço para se alimentar.
 
- As contrações uterinas/ cólicas que sentimos quando o bebê suga o peito nas primeiras semanas após o parto. Quando o bebê mama logo após o parto, o corpo da mãe libera ocitocina, que provoca contrações uterinas e ajuda a expulsar a placenta e a evitar hemorragias no pós-parto. E também, é dessa maneira, com o bebê sugando o peito, que o útero vai contraindo até voltar ao seu tamanho normal. Sugando o seio da mãe, o bebê também ajuda na descida do leite materno, pois, quando o bebê mama, ele provoca a liberação do hormônio prolactina na corrente sanguínea da mãe, que estimula a produção de leite.

- E quando perguntei nessa aula sobre as famosas fissuras, se amamentar iria doer, me disseram que se o bebê estiver com a pega correta, as fissuras não acontecem, o que de fato é verdade. Com a pega correta, o bebê não machuca o peito!


Por isso, é super importante, nesse começo, ter o acompanhamento de uma consultora de amamentação ou de uma enfermeira especializada em aleitamento materno. Elas podem auxiliar com a pega do bebê e assim evitar futuras fissuras.

Mas descobri somente após o nascimento do Lucca, algo que ninguém tinha me contado. Que quando os bebês nascem, a pega deles não é correta imediatamente.  Eles estão aprendendo a mamar e, por melhor que seja a pega deles nesse começo, como foi a do Lucca, ainda assim eles precisam praticar um pouco até chegarem à pega perfeita. E, até lá, é absolutamente comum que o nosso peito fique ferido. Por isso, esse é um problema tão comum. Mesmo o Lucca não tendo problemas com a pega, eu tive as tão dolorosas fissuras e rachaduras do começo da amamentação.

As consultoras de amamentação estavam sempre de olho na pega dele durante a nossa estadia no hospital e me deram algumas dicas para cicatrizar as feridas:

- Colocar o colostro ou o leite materno em cima da ferida.
 
- Tomar um pouco de sol no mamilo, 10-15 minutos.
 
- Nos intervalos das mamadas, usar essa concha ou esse anel de lencinho dentro do sutiã, diminuindo o atrito do sutiã nas feridas, deixando elas respirarem, sem ficarem abafadas.
 

 
 

- Também me aconselharam a usar a pomada Lansinoh,  que é a base de lanolina. Essa pomada foi a que mais me ajudou com as feridas. Eu tentei óleo de coco, tentei essa outra pomada da Mother Love, indicada por algumas amigas. Mas a Lansinoh foi a que cicatrizou as feridas mais rápido, no meu caso. Mas ela deixava o peito um pouco escorregadio, o que pode atrapalhar a pega do bebê nesse começo. Por isso, eu sempre retirava a pomada antes do Lucca mamar, para que não atrapalhasse a pega dele e evitasse novas fissuras.

Sim, o Lucca mamou com o peito sangrando, e nesse momento não foi fácil dar de mamar com a ferida aberta. Não vou mentir, amamentar foi doloroso, sim, nos primeiros dias. E não quero desencorajar ninguém dizendo a verdade, muito pelo contrário, acho que se eu mentir e dizer que foi tudo lindo, perfeito e fácil, não vou estar ajudando ninguém. Foi exaustivo e doloroso, no começo, mas com muita ajuda, paciência e força, a dor foi passando e amamentar se tornou algo magnífico, como deve ser.

E uma vez superada essa fase do começo da amamentação eu e o Lucca vivemos nossa lua de leite tão desejada por mim. Mas eu ainda não sabia, que em seguida eu teria que enfrentar um desafio ainda maior.  A crise dos 3 meses da amamentação, que eu nem sabia que existia e que para mim, foi o momento mais difícil da amamentação, onde eu pensei em desistir. E esse é um assunto que eu preciso falar com certeza, pois pouquíssimo se fala sobre ele. Mas fica para o meu próximo texto. 

Eu tenho certeza que para superar esse começo da amamentação, ter acesso a essas informações me tranquilizou, me fez confiar no meu corpo e acalmou bastante meu coração nos momentos de dúvidas. Saber como outras mães superaram essa fase também me ajudou bastante.
 
E é importante lembrar que essa fase do começo da amamentação é um momento delicado por conta da revolução hormonal do pós-parto e, por isso, a mulher precisa ser cuidada. Eu acredito que só consegui vencer essa fase e seguir em frente, muito por ter tido todo o apoio do meu marido e da minha mãe.

Pesquisas mostram que mulheres que têm o apoio do marido nesse momento, incentivando a mulher, cuidando dos afazeres da casa, possibilitando que ela possa ter calma para focar somente no bebê, conseguem amamentar por mais tempo. Ou seja, o pai também faz parte desse processo e tem um papel fundamental para que a amamentação aconteça.

Hoje, sou muito grata a todos que me ajudaram a vencer essa fase e chegar até aqui. E para as mães que estão grávidas e querem amamentar, ou para as mães que estão vivendo o começo da amamentação nesse momento, meu conselho é: peça ajuda, peça apoio, nós mães, não somos invencíveis. Para que possamos cuidar dos nossos filhos, precisamos ser cuidadas, com ajuda podemos superar as dificuldades dessa fase, de muitas outras e amamentar nossos filhos por muito tempo!

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O primeiro ano de muitos!!!

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O primeiro ano de muitos!!!

O ano da primeira vez para tudo. Provavelmente muitos pais e mães se lembram do primeiro choro, da primeira noite em claro, do primeiro banho, do primeiro sorriso, da primeira gargalhada, do primeiro dentinho, do primeiro abraço, da primeira palavra deles, que define nossas novas identidades- Mamã, Papá! 

Mas o primeiro ano de um filho nas nossas vidas, também vem cheio de incertezas, dúvidas, medos, preocupações, ansiedades e lágrimas, muitas lágrimas. Acho que faz parte de se descobrir responsável por uma nova vida, que depende tanto da gente, né?! 

Esse ano que passou foi com certeza o ano mais marcante, intenso e transformador da minha vida e do meu marido. Foi o ano mais lindo de nossas vidas, mas também o mais difícil. Juntos nesse primeiro ano do Lucca, descobrimos um mundo novo. Nos descobrimos família. Nos redescobrimos como indivíduos. Eu passei de “Fernanda” para “Fernanda mãe do Lucca”, e meu marido passou de “Robert” para “Robert pai do Lucca”.  E só quem é mãe e pai conhece o tamanho dessa transformação. Superamos juntos desafios desconhecidos e conhecemos um amor infinito e inexplicável. 

Uma mãe de 3 filhos, (ouço sempre atentamente as mães de 3 filhos) me disse algo interessante, que eu nunca havia pensado antes de ser mãe. Ela me disse que além de celebrar o primeiro ano de vida do bebê, no aniversário de 1 ano, devemos celebrar também 1 ano da nossa nova identidade como pais. Devemos celebrar a superação desse ano de tantas mudanças, de tanta entrega, doação e dedicação à esse filho, que é extremamente dependente da gente nesse começo de vida. Devemos comemorar o fato de que chegamos até aqui, inteiros e juntos! 

Por isso, não podíamos deixar de comemorar, celebrar e reviver os momentos desse primeiro ano, com a família e os amigos que tanto nos ajudaram nesse ano que passou.

Aqui os aniversários de criança costumam ser festinhas simples no quintal de casa, ou em um parque. E assim foi a festinha do Lucca, no quintal da casa da minha sogra, e o tema da festa foi o primeiro ano de vida dele, simples assim! 

Fiz toda a decoração com a ajuda da minha mãe, do meu marido, e do meu pai que cuidou do Lucca enquanto nós preparávamos tudo. 

Penduramos balões, recortamos bandeirinhas, decoramos a festa com fotos e objetos que contavam um pouco da história do Lucca nesse primeiro ano que passamos juntos.

As bandeirinhas em cima da mesa do bolo, tinham as fotos de cada mês, desses 12 meses de crescimento e aprendizado. 

Eu e minha mãe fizemos o bolo (cheese cake), os cup cakes de brownie com cobertura de brigadeiro, e os brigadeiros de copinho, com amendoim. Misturei um pouquinho das guloseimas brasileiras com as americanas, já que o Lucca é uma mistura desses dois países e tínhamos convidados americanos e brasileiros. 

Para os bebês coloquei nesses potinhos, frutas vermelhas (mirtilo e framboesa) e fiz também um bolinho de Banana Baby friendly, sem açúcar e super saudável. O Lucca ama esse bolinho, e os outros bebês adoraram também, a receita está no texto “Comidinhas de Bebê” aqui no blog. 

Coloquei no jardim vários tapetes de picnic e vários brinquedos, esse foi o cantinho onde todas as crianças da festa se divertiram, e a mesinha de água foi a sensação dos bebês! 

Acabamos convidando mais gente do que imaginávamos, mas como disse não podíamos deixar de fora ninguém que nos ajudou nesse ano.

Cantamos parabéns em inglês e português, pois não poderia ser diferente já que nossa vida é em inglês e português.  Foi muito emocionante cantar parabéns para o Lucca ao lado daqueles que 1 ano atrás estavam na sala de parto comigo, segurando minha mão por horas e horas e que nos ajudaram tanto até aqui.  Meu marido, minha mãe, meu pai e minha sogra. 

E foi lindo olhar ao nosso redor e ver todos os que participaram de diferentes maneiras desse primeiro ano. Os amigos que trabalham com o Bob e foram tão compreensivos com ele em vários momentos, as minhas“amigas mães” que a maternidade me trouxe, que foram minhas parceiras e me acolheram nos momentos difíceis, me dando conselhos e dicas valiosas. Os outros bebês que cresceram com o Lucca nesse 1 ano. 

Até mesmo o restante da minha família que não pôde vir e estava no Brasil, encontrou uma maneira de participar. No chá de bebê do Lucca no ano passado,  meus primos vieram me visitar e trouxeram uma caixa cheia de mensagens da minha família do Brasil para o Lucca. Mas eu só poderia abrir a caixa no aniversário de 1 ano dele. 

Assim foi feito e foi muito especial ler todas aquelas mensagens de 1 ano atrás. Revivi aquele momento mágico do finalzinho da gravidez e senti como se toda a minha família estivesse comigo naquela celebração. 

Adorei ter cuidado de cada detalhe da festa de 1 ano do meu filho, detalhes que me fizeram reviver momentos inesquecíveis desse ano que passou! 

Foi um dia leve e lindo! Fiquei muito feliz de termos feito uma festa onde a celebração e o agradecimento com a família e os amigos era o tema principal da festa!!!

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Mães que me Inspiram #2

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Mães que me Inspiram #2

 A mãe convidada dessa vez tem tudo haver com o assunto dos meus 2 últimos textos, Introdução Alimentar e Comidinhas de Bebê. 

Conheci a Michele Pimentel pelo Instagram. Ela me marcou numa das receitas dela, e eu resolvi checar o IG dela @mic_pimentel, pois como já disse, com a Introdução Alimentar do Lucca, estou sempre atrás de uma receitinha saudável. 

Adorei as receitas super saudáveis dela, adorei a vibe dela, de quem cozinha com amor e ama o que faz, e como eu, ela é apaixonada pela cria! 

Então, quando comecei a escrever sobre a Introdução Alimentar do Lucca, pensei em convidar a Michele pra contar pra gente um pouquinho da história dela. 

E de quebra ela ainda colocou no texto a receitinha de um bolo delicioso. 

Obrigada Michele por dividir com a gente a sua história!!!! 


 
 

Olá, sou a Michele Pimentel e mamãe dessa pessoinha, minha Sofia Marie: esse amor inexplicável, que faz meu o coração transbordar e a cada dia, buscar o meu melhor.

Estou aqui hoje para compartilhar um pouquinho da minha vida com vocês.

Ainda não conheço a Fernanda pessoalmente, admiro muito seu trabalho como atriz e fomos apresentadas pelo Sr. Instagram...rs

Moro na Alemanha há quase 4 anos e no meu perfil, compartilho minhas receitas saudáveis. Todas vegetarianas, algumas sem glúten ou sem lactose. Eu me reencontrei cozinhando, vi uma paixão adormecida. Amo simplesmente testar novos sabores, fazer receitas diferentes, buscando os melhores nutrientes. Hoje, para mim, fazer uma comidinha gostosa, também alimenta a alma. Compartilhar tudo isso com o mundo e de alguma forma, ajudar as pessoas, me deixa muito feliz.

Bom, mas hoje, eu estou aqui para falar um pouco sobre como é ESTAR MÃE.

Digo ESTAR, pois, acredito muito que nossa vida é transitória e que tudo o que vivemos é fruto para nossa evolução interior. Nada nos pertence. Em especial, nossos filhos, que um dia, crescerão e seguiram suas jornadas mundo à fora. Levando consigo tudo de maravilhoso que pudemos lhes dar, nossos valores, nosso amor...

Fiz tantas coisas na minha vida antes da minha pequena chegar,  além de trabalho árduo, estudos, praticava muito esporte: corria maratonas, fazia triathlon. Porém, infelizmente, em um dos meus treinos, sofri um acidente grave, chegando a fraturar minha coluna e passar por uma cirurgia de risco. Mas graças a Deus, não tive sequelas, apenas possuo uma artrodese, falo para minha filha que a mamãe é uma Ironwoman, devido as hastes de titânio que tenho hoje na coluna.

Por que estou dizendo tudo isso??  Porque eu acredito que, tudo o que acontece em nossa vida, é fonte de aprendizado, para o melhor que estar por vir a acontecer. A cada tarefa você se fortalece, se renova, se prepara. A mulher já nasce com seu instinto materno na alma, mas são suas experiências, que a fazem ter força suficiente para colocar esse amor em prática. 

Faça o teste: pare um minuto, olhe tudo o que você viveu em sua vida até hoje, tudo o que você conquistou, tudo o que você superou e perceba, o quão forte e surpreendente você se tornou. Sim, tudo isso também nos prepara para a incrível jornada, chamada, MATERINIDADE.

Sempre pensava como eu seria a partir do momento em que tivesse um filho nos meus braços. Era o meu maior sonho: Ter a minha família, me ver mãe. Olhar no espelho e ver aquela barriga maravilhosa, estufada, cheia de Amor e Luz, irradiando a sintonia divina que a mulher tem quando gera um filho. É inexplicável, simplesmente inexplicável. 

Ter um filho fora do seu país de origem é um desafio ainda maior, pois além de tudo ser novo, você tem outras situações em que precisa se atentar. Língua e cultura, eu diria que são as tradicionais, mas agora, o assunto é muito especial, você está gerando um ser e talvez, onde esteja, algumas coisas que no seu país eram feitas de uma forma, agora são de outra. Desde achar um ginecologista de confiança, conhecer os hospitais e saber que, toda a família e os seus amigos queridos, não estarão ao seu lado, em um dos momentos mais especiais da sua vida. Mas nada é por acaso, a vida te surpreende e o amor da sua vida, no caso, meu marido, fez com que tudo isso tivesse um sentindo especial.  Juntos, vivemos intensamente nossos 9 meses, à espera da nossa pequena. Isso também é um aprendizado maravilhoso, pois ter estado longe de todos, me fez pronta, para finalmente, ter a minha família.

Nossa pequena nasceu no verão da Alemanha, nossa, só de escrever sobre esse dia, eu me emociono novamente. Foi maravilhoso, precisaria de horas para relatar tudo o que vivenciamos. Estávamos com 41 semanas e 2 dias. Sim, por aqui, eles esperam a vontade dos bebês. Eles vêm ao mundo no tempo deles e a lição que isso e outros pontos me trouxeram, foram surpreendentes. Claro que, tudo muito bem acompanhando pelo médico e hospital.

Logo que a Sofia nasceu, em uma das minhas noites em claro (vocês sabem do que eu estou falando...rs), ao ver essa foto, eu fiz esse texto abaixo, e deixei guardado para ela ler um dia... Acredito que ele vale para esse momento com vocês:

Existem momentos da vida que poderiam simplesmente se eternizar... 

Tudo passa, mas pela primeira vez na minha vida, nunca desejei tanto que o tempo passasse bem, bem devagarinho...

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A gente meio que enlouquece, não dorme, não consegue mais arrumar o cabelo, fazer a unha, sair sem preocupação, cumprir horários, comer a comida ainda quentinha, tem sido um privilégio..rs..rs...  

É um momento de entrega e doação muito grande. 

Delicado também, às vezes chega a doer, no corpo e na alma. 

É um ato de amor incondicional capaz de nos fazer descobrir a relação mais verdadeira desse mundo. 

Deus é perfeito em sua criação, somos frutos do Seu amor maior...ter um filho é uma oportunidade única, de ter uma idéia, do que Ele sente por nós. 

É também o maior aprendizado do mundo em se doar, se entregar, ...de deixar, por um determinado tempo, de fazer coisas que vc achava que amava ou que eram essenciais em sua vida... 

Tudo fica tão pequenino se comparado a esse Amor... 

Eu enlouqueço, mas não vivo mais sem vc, filha. 

Meu grande e verdadeiro motivo, que me fez existir até agora, que me fez superar todos os momentos desafiadores da minha vida. Momentos em que eu achava que não conseguiria mais seguir em frente. Mas algo, sempre me dizia, levanta, continua, o melhor ainda estar por vir!

Então vc chegou, tudo passou a fazer mais sentido, tudo ficou mais claro. 

Cada um desses momentos desafiadores, na verdade, foram formas de aprendizado, para eu me fortalecer, poder me tornar melhor e, assim, auxiliar esse Serzinho na sua nova jornada de evolução. 

Obrigada Deus por ter me concedido a oportunidade de continuar nesse mundo e viver a experiência mais maravilhosa da minha vida, ser mãe!

*********************************

Bem, voltado ao meu mundo das receitinhas saudáveis. Está sendo muito mágico a introdução alimentar da Sofia. Eu ainda a amamento, mas ela já come bastante alimentos sólidos e adora minha comida. Dá gosto vê-la comendo!

Quero aproveitar e compartilhar com vocês uma das preferidas dela. Sempre que tiro esse bolinho do forno, ela olha para mim e pede um pedacinho com as mãozinhas. É maravilhoso! Olhem na foto, ela já pegando um pedacinho!

 

 
 

BOLO DE BANANA E MIRTILOS SECOS

(sem glúten e sem lactose)

Ingredientes:

✨ 3 bananas grandes maduras;

✨ 3 xícara de aveia em flocos triturada (tem vídeo anterior de como fazer);

✨ 3 ovos;

✨ 1 colher de sopa de farinha de linhaça;

✨ 2 colheres de açúcar demerara, mascavo ou de coco;

✨ 1 colher de sopa cheia de fermento em pó;

✨ 1 colher de chá de essência de baunilha;

✨ 1 xícara de mirtilos secos, pode ser uva-passa também (opcional); 

✨ 5 colheres de óleo de coco ou manteiga ghee;

Instruções:

Bata bem os ovos até obter um creme homogêneo. Acrescente as bananas cortadas em cubos, o açúcar, o óleo e a linhaça. Bata novamente. Depois inclua a aveia e por último o fermento e os mirtilos. Leve ao forno pré-aquecido em 180 graus por aproximadamente 40 minutos. Eu fiz no processador, mas pode ser em um liquidificador potente também.

Fica super gostoso e fofinho! 😋 

 
 

 

 

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Comidinhas de Bebê / Receitinhas Baby Friendly

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Comidinhas de Bebê / Receitinhas Baby Friendly

Eu estou adorando pesquisar e cozinhar comidinhas para o Lucca. Eu sempre gostei de cozinhar, mesmo no meio da vida corrida que eu tinha, sempre encontrava um tempinho para cozinhar e sempre tentei ter uma alimentação saudável. Mas agora estou mais saudável do que nunca e amando cozinhar comidinhas que ele adora! 

Mas preciso confessar que cozinhar, tendo que cuidar sozinha de um bebê é um baita desafio, por isso estou sempre em busca de receitas práticas. 

Já contei no meu último texto como tem sido a Introdução Alimentar do Lucca. Contei que comecei a alimentação dele tanto com purês, alimentando ele com a colher, quanto com o BLW, Baby Led Weaning, oferecendo a ele também alimentos cozidos num tamanho que ele consegue comer sozinho com a mão. 

Vou contar um pouquinho das comidinhas favoritas do Lucca em cada fase dele.

Dos 6 aos 9 meses

O Lucca tinha preferência por sabores naturalmente adocicados, por isso os purês que ele mais gostava eram: 

  • abacate com papaya e banana 
  • batata doce, com maçã e cenoura
  • Abóbora com beterraba e banana
  • Pêra com ervilha fresca e maçã

Percebi que acrescentar uma fruta ou um legume adocicado como; Beterraba, batata doce, banana ou maçã nas papinhas de legumes ajudava ele a comer melhor. 

Eu cozinhava todos esses legumes e frutas separadamente no vapor e batia no processador até virar um purê, e congelava em forminhas de gelo. E todos os dias eu fazia misturas diferentes, com os cubinhos de purê congelados. É super saudável, prático e fácil! 

Até os 9 meses dele eu fazia esses purês básicos, sem sal, sem alho, sem cebola, sem tempero, pois era assim que ele gostava. Antes de servir eu colocava um fiozinho de azeite de abacate ou azeite de oliva extra virgem, gorduras boas que são excelentes para o desenvolvimento do cérebro dos bebês!

E os alimentos que eu dava para ele comer em pedaços com a mão eram alimentos macios para que ele não corresse o risco de engasgar:

  • Abacate
  • Banana
  • Maçã cozida
  • Pêssego mole
  • Morango
  • Mirtilo
  • Framboesa
  • Tomate cereja 
  • Cenoura cozida
  • Batata cozida 
  • Brócolis cozido 
  • Couve Flor cozida

Dos 9 aos 12 meses

À partir dos 9 meses comecei a cozinhar com mais temperos: alho, cebola, salsinha, um pouquinho de sal. Refogo isso tudo com um pouquinho de óleo de coco, que é outra gordura boa! 

E nesse momento que ele começou a aceitar melhor as comidinhas salgadas e com mais temperos, introduzi as carnes. 

Até então a proteína que ele estava consumindo vinha, dos ovos, do grão de bico, da lentilha, da vagem e do feijão.

Percebi que nessa fase o Lucca começou a não curtir mais aquela papinha de purê sem textura. Então ao invés de usar o processador eu comecei a amassar levemente os alimentos com este kit, fazendo uma comidinha com mais textura e pedacinhos.

E fui oferecendo também mais alimentos em pedaços para ele pegar com a mão. 

Hoje em dia ele só quer saber de comer sozinho, com a mão ou com o garfinho dele. É a maior bagunça, mas acho que é importante pra ele.

Agora aos 12 meses

Algumas das comidinhas preferidas dele são: 

  • Macarrão de quinoa com abóbora, tomate, espinafre e carne de peru.
  • Grão de bico, arroz integral, brócolis e salmão.
  • Lentilha, beterraba, arroz integral e frango.
  • Feijão, arroz integral, batata doce, couve e carninha moída. 

Para ajudar ele a comer sozinho, tenho feito muito esse Muffin, que é super saudável e ele adora. Faço essa receita com os legumes que tiver na geladeira. Mas a receita original é essa e aprendi no IG da Michele que eu adoro! @mic_pimentel

  • 3 ovos
  • 2 xícaras de farinha de aveia 
  • 180 gr de queijo feta 
  • 1 xícara de purê de abóbora 
  • 1 xícara de espinafre cozido
  • 3 colheres de azeite de oliva 
  • 1 pitada de fermento
  • Bato tudo no mixer e coloco em forminhas para assar no forno por 30min. 

Uma outra boa opção de finger food, é esse Bolinho de Arroz. Aprendi essa receita num outro IG que adoro @whatsbabyeating

  • 1 ovo 
  • 6 colheres de arroz integral 
  • ½ Batata doce 
  • qualquer vegetal, cenoura, abobrinha, brócolis 
  • 3 colheres de queijo feta 
  • Junto tudo e unto a panela com um pouquinho de óleo de coco e deixo dourar cada lado. 

O Lucca adora o café da manhã e o lanchinho da tarde! Os favoritos dele são: 

Smoothie de frutas vermelhas

Congelo bananas fatiadas, morango, amora, mirtilo e framboesa. 

Bato todas essas frutas congeladas com iogurte grego natural, sem açúcar. 

Se quero deixar mais doce coloco mais banana, ou um pouquinho de purê de maçã. 

Ele adora nos dias quentes porque parece um sorvete natural, é super refrescante! 

Eu adoro também, sempre faço bastante e como com ele. 

Já falei no meu texto anterior sobre a questão de alergias relacionadas ao leite de vaca e derivados. Contei nesse texto que o Lucca consome o iogurte natural sem açúcar, em pouca quantidade, desde os 6 meses, por orientação da pediatra. O iogurte é um excelente probiótico, ótimo para o funcionamento do intestino e para o sistema imunológico! 

Panqueca de Banana

Bato numa tigela 1 ovo, 1 banana madura e 2 colheres de farinha de aveia. 

Unto a panela com um pouquinho de óleo de coco e deixo cozinhar por uns 5 minutos cada lado, até ficar douradinha. 

Coloco um pouquinho de pasta de amendoim em cima e morangos picados com canela. 

Ele fica louco quando vê o prato. Eu adoro comer essa panqueca com ele também é uma delícia!

Picolé de banana com pasta de amendoim

Bato no liquidificador 1 xícara de iogurte grego natural sem açúcar com 1 banana madura e 1 colher de pasta de amendoim. 

Coloco esse creme nas forminhas de picolé e coloco no freezer. 

Mais um sorvetinho natural!

Quando o Lucca tinha 5 meses e os primeiros dentinhos começaram a incomodar, como ainda estávamos com a amamentação exclusiva, eu colocava nessas forminhas leite materno e fazia um picolé pra ele só de leite materno, ele adorava!!! 

Bolinho de banana e mirtilo

Sempre faço essa receita para o Lucca, ele ama, e fiz para o aniversário dele de 1 ano. Foi o bolo que ele comeu e que todos os outros 12 bebês que estavam na festa também comeram e foi um sucesso!!! Todas as mamães vieram me pedir a receita. 

  • 2 ovos 
  • 2 Bananas maduras
  • 2 xícaras de farinha de aveia 
  • 4 colheres de purê de maçã 
  • 1 pitada de canela em pó
  • 3 colheres de sopa de óleo de coco 
  • 3 colheres de sopa leite de amêndoas
  • 1 pitada de fermento 
  • Bato tudo no mixer, coloco nas forminhas e levo ao forno por 25min.

Procuro sempre usar alimentos orgânicos para ele.  Dou preferência ao cereais integrais, opto sempre pelo arroz integral, pão integral, macarrão de quinoa. Tudo que cozinho para ele que vai farinha, eu uso farinha de aveia.

E pretendo não oferecer açúcar para ele até os 2 anos. Toda a receita que faço para ele que leva açúcar eu substituo por banana, ou um purêzinho de maçã. Que são frutas bem docinhas, perfeitas para adoçar qualquer receita.

A recomendação é que aos 12 meses, o bebê já está pronto para comer a mesma comida que a família come.  Mas a verdade é que tudo que o Lucca come é tão saudável que eu e meu marido estamos querendo cada vez mais comer o que o Lucca come, uma dieta cheia de frutas, legumes, verduras, grãos, cereais, gorduras boas e zero de açúcar refinado e farinha branca. 

Eu sei que um dia ele provavelmente vai querer comer muita pizza, hambúrguer, sorvete, chocolate e cachorro quente, mas enquanto esse dia não chega e eu puder escolher o que ele come, vou tentar fazer com que a alimentação dele seja balanceada e saudável. E quem sabe assim, ele aprende a gostar das delícias dessa alimentação mais saudável, e quando crescer, escolhe por conta própria, deixar as guloseimas só para de vez em quando. 

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Introdução Alimentar

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Introdução Alimentar

Tem muita mamãe me pedindo para dividir um pouco de como tem sido a Introdução Alimentar do Lucca. Elas me perguntam: ele come bem?  Ele continua mamando bastante?

Já contei no instagram e por aqui, que seguimos com a amamentação exclusiva até os 6 meses, e nesse período o Lucca não tomava água, cházinhos ou sucos. Era somente o leite materno, que é o melhor alimento para o bebê. O leite materno contém tudo que os bebês precisam até os 6 meses de vida. Essa é a orientação da Organização Mundial de Saúde, e também da nossa pediatra. 

Um pouco antes do Lucca completar 6 meses, ele começou a mostrar interesse por comida. Dizem que o bebê está pronto para sólidos quando ele se senta sem apoio, leva objetos até a boca e mostra interesse quando vê alguém comendo. Quando o Lucca me via comendo, ele abria e fechava a boca, me imitando mastigar.

Cada bebê tem seu tempo. Alguns bebês só vão se interessar por sólidos aos 7 meses, ou mais. No grupo de mães que frequento, uma bebêzinha de 8 meses ainda estava somente no leite materno e isso é absolutamente normal. 

É importante lembrar que até 1 ano de vida, cerca de 80% dos nutrientes diários do bebê ainda vem do leite! O alimento sólido por enquanto é um complemento. Seguindo a orientação da pediatra do Lucca, comecei a Introdução Alimentar sem substituir as mamadas pela comida, oferecendo o sólido entre uma mamada e outra. 

Eu oferecia o sólido sempre após a mamada, pois no caso do bebê estar cheio, é melhor que ele recuse a papinha do que o leite.

O Lucca começou a comer sólidos aos 6 meses, 1 vez ao dia, e aos poucos ele foi me pedindo o sólido mais vezes ao dia. Aos 8 meses ele fazia 3 refeições ao dia. 

E hoje aos 11 meses, entre uma mamada e outra ele faz 4 refeições ao dia. 

  • café da manhã
  • almoço
  • lanche da tarde 
  • jantar

Tem sido uma diversão ver o Lucca descobrindo novos sabores, e apesar de ele estar comendo bem, ele continua mamando bastante, em livre demanda! 

O primeiro alimento do Lucca foi o abacate. Aqui só temos aquele abacate pequeno. O avocado, é super saudável, considerado “super food”, cheio de gorduras boas, que os bebês precisam para o desenvolvimento do cérebro. Também tem textura cremosa e sabor neutro, perfeito para iniciar a Introdução Alimentar. O Lucca amou logo na primeira mordida, e comeu mais do que eu imaginava! 

Fui introduzindo frutas e legumes, um de cada vez. Essa é a orientação, pois assim em caso de alergia fica fácil de identificar qual alimento foi o causador da alergia. Depois de 2 ou 3 dias oferecendo o mesmo alimento, eu apresentava um novo alimento e depois fui misturando esses legumes e frutas que ele já conhecia. 

Em relação aos alimentos alergênicos: 

  • Leite de vaca e Derivados
  • Morango
  • Amendoim 
  • Ovos

A orientação da nossa pediatra foi de apresentar esses alimentos já nesse momento da Introdução Alimentar,  à partir dos 6 meses. Pois estudos recentes mostram que quanto mais tarde esses alimentos são introduzidos, maior é a chance de alergia. Sei que no Brasil muitos pediatras ainda orientam evitar esses alimentos até 1 ano, e acho que o ideal é confiar no pediatra do seu filho, conhecer o histórico de alergia da sua família e seguir o que o seu coração de mãe mandar.

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O Lucca consome esses alimentos desde os 6 meses, pois confio muito na pediatra dele e não temos nenhum caso de alergia na família. Introduzi esses alimentos um de cada vez e observei de perto.  Ele não teve nenhuma reação. Ele ama um smoothie que faço de frutas vermelhas com iogurte grego sem açúcar e morango. E uma panqueca de banana que faço com ovo, farinha de aveia e pasta de amendoim.

O único alimento que a pediatra nos proibiu até 1 ano, foi o mel, pelo risco de butomismo. Ela também nos orientou a sempre dar preferência às frutas ao invés do suco de fruta,  até 1 ano e depois de 1 ano diluir o suco em água. Isso porque num copo de suco de laranja a criança consome 3, 4 laranjas, de uma vez só, ou seja, um alto teor de frutose.  Todas essas orientações que a pediatra nos passou são as orientações da Sociedade Americana de Pediatria. 

O Lucca tem aceitado muito bem novos alimentos, o começo da Introdução Alimentar dele foi bem tranquila e divertida.  Mas percebi que no início, aos 6,7 meses ele preferia as frutas, que são naturalmente doce, ou legumes com sabores mais neutros. Os bebês nascem com uma preferência por sabores naturalmente adocicados, pois o leite materno é naturalmente doce! Nesta fase aprendi que incluir uma banana nas papinhas de legumes ajudava muito ele a comer. E também nessa fase, percebi que ele ainda não estava pronto para alguns sabores um pouco mais fortes e elaborados com temperos. Ofereci à ele uma papinha de lentilha com um pouquinho de alho e cebola e ele não curtiu. 

Não é na primeira rejeição ou cara feia que o bebê faz quando prova um novo alimento que devemos desistir daquele alimento. Os livros dizem que para entender que o bebê de fato não gosta de algum alimento específico,  é preciso oferecer esse alimento pelo menos 10 vezes, para poder afirmar que ele não gosta daquele alimento. 

Perto dos 8, 9 meses comecei aos poucos a cozinhar com mais temperos, usando alho, cebola, salsão, salsinha e um pouquinho de sal, e hoje em dia ele adora uma comidinha cheia de sabor e tempero! 

Foi nesta fase que ele começou a beber mais água. Como ele mama bastante leite materno, com frequência, ele não bebia muita água antes dos 8,9 meses. A pediatra me disse que eu não precisava me preocupar com isso, pois ele ainda tem uma média de 6 mamadas por dia e o leite materno é feito de 88% de água. 

E foi nessa fase também que ele começou a preferir as comidinhas com mais texturas e com mais pedacinhos. Hoje em dia ele não gosta muito dos purês, ele gosta mesmo é de mastigar, mesmo tendo somente 6 dentinhos. 

O Lucca sempre aceitou bem que eu o alimentasse, levando a colher até a boca dele, mas eu também ultilizei o método "BLW" Baby Led Weaning.  Desde o 6 meses eu ofereço a ele alguns pedaços de alimentos cozidos em tamanhos que ele consegue pegar com a mão e experimentar sozinho. Agora aos 11 meses, ele adora comer sozinho! Não quer muito que a gente o alimente, na maioria das vezes, ele prefere comer sozinho com a mão e ultimamente tem se aventurado usando o garfinho ou a colherzinha dele!

Muitas mães me escrevem querendo saber se o Lucca tem comido bastante, e se tenho alguma dica para quando ele não quer comer. Às vezes percebo que tem fases que ele está menos comilão, mas mamando muito, pedindo o peito o tempo todo. Quando tem algum dentinho rasgando, isso é bem comum. Tento obviamente nesses momentos oferecer as comidinhas que ele mais gosta, deixo ele comer sozinho como ele gosta, faço tudo o que posso para que ele coma. 

Mas venho entendendo que o melhor é não forçar ele a comer, e tentar não me preocupar com isso.  Pois se ele está mamando bastante, está tudo certo. Ele pode simplesmente estar cheio, porque os bebês têm um excelente senso de saciedade, principalmente os que mamam no peito. Sabendo disso tudo, tenho tentado relaxar e curtir essa fase deliciosa!

No próximo post vou dar algumas receitinhas que fazem sucesso por aqui! 

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Armazenando leite materno

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Armazenando leite materno

Vamos falar sobre o armazenamento do leite materno.  As orientações que me passaram aqui nos Estados Unidos são diferentes das que encontrei no Brasil, talvez por uma questão climática.

Nos Estados Unidos
O leite materno deve ser utilizado em até:

Temperatura ambiente: 3 a 4 horas    Bolsa térmica com gelo: 24 horas
Geladeira: 3 a 5 dias
Congelador: 15 dias
Freezer: até 6 meses (temperatura do freezer abaixo de -18 graus)

No Brasil
O leite materno deve ser utilizado em até:

Temperatura ambiente: 40 – 60 minutos
Geladeira: 24 horas
Congelador: 15 dias
Freezer: até 3 meses (temperatura do freezer abaixo

Nunca armazene o leite materno na porta da geladeira, o melhor lugar é sempre no fundo da geladeira, do freezer ou congelador, onde a temperatura é mais baixa e sofre menos alteração por estar longe da porta.


O leite materno pode ser armazenado nos frascos e sacos plásticos que já acompanham a máquina de tirar leite. Eles foram desenvolvidos para isso, são livres de BPA e existem em diversos tamanhos. Clique aqui para ver opções. Ou o leite ordenhado pode ser armazenado em recipientes de vidro (maionese/café) com tampa (limpo e esterilizado). 


Coloque etiquetas nos frascos com a data e horário.

 É importante anotar o horário da ordenha pois o leite materno possui hormônios que ajudam a regular o relógio biológico dos bebês. A melatonina, o hormônio do sono, que o corpo da mãe produz durante a noite passa para o leite materno e ajuda os bebês a ficarem mais sonolentos à noite, por isso é recomendado oferecer durante a noite o leite que foi ordenhado no período da noite e oferecer durante o dia o leite que foi ordenhado no período do dia.

Não descongele ou aqueça o leite materno no microondas ou em panela com água fervente, para evitar a perda de vitaminas, minerais e outros componentes importantes e para prevenir queimaduras. Para preservar os componentes do leite materno, descongele o leite na geladeira durante a noite ou mantenha o frasco sob água morna corrente (máx. 37 °C). Pode aquecer no banho-maria, porém sempre desligue o fogo antes de colocar o recipiente com o leite no banho-maria.


É normal que após algumas horas de armazenamento, a gordura se separe da parte mais líquida do leite e também é normal que essa parte mais líquida tenha uma coloração diferente, meio acinzentada. Agite suavemente o frasco com um movimento rotativo, para misturar a gordura que se separou.


O leite materno é desenvolvido de acordo com as necessidades do bebê. A cada momento que o bebê cresce e as suas necessidades mudam, o leite também muda, portanto você pode oferecer o leite materno que estava bem armazenado por até 6 meses para o seu bebê. Porém aquele leite não atenderá à todas as necessidades nutricionais dele, após esses 6 meses, mas ainda assim será a melhor opção de calorias para seu filho.

Por isso de acordo com essas orientações que recebi, tento oferecer para o Lucca, leite que tirei no máximo há 1 mês e o restante que está em perfeito estado eu dôo. E esse leite vai para um bebê que está naquela mesma fase em que o Lucca estava quando foi feita a ordenha.

E o meu coração se enche de alegria, fazendo todo esse trabalho e esforço valer muito a pena!

E se você tem leite sobrando também, doar é muito fácil, é só entrar em contato com o banco de leite mais próximo de você, que eles providenciam os fracos e buscam o leite na sua casa!!!!

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Usando a Máquina de Tirar Leite

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Usando a Máquina de Tirar Leite

No post que escrevi sobre "Como aumentei a minha produção de leite”,  contei que uma das coisas que me ajudou muito foi a ordenha. O uso da máquina de tirar leite aqui nos Estados Unidos é uma prática bastante comum e muito recomendada no auxílio da amamentação. Todos os quartos da maternidade possuem uma e logo após o nascimento do bebê já somos orientadas a fazer a ordenha. 

Como já citei no post “ Amamentando em tempos modernos”, concordo que amamentar seja algo absolutamente natural, pois afinal de contas somos mamíferos, porém nos dias de hoje em tempos modernos, amamentar se tornou algo na maioria das vezes bastante desafiador. 

Por isso acredito que quem quer amamentar por bastante tempo precisa de informação, apoio e ajuda. E a máquina de tirar leite é uma ferramenta que pode auxiliar muito:

- No aumento da produção de leite.
-  A superar algumas dificuldades como: mamilo invertido, mamilo ferido, mastite.
- As mães que por algum motivo precisam ficar longe de seus bebês, a oferecer leite materno para seus filhos, como bebês que precisam ficar na UTI pré natal, ou mães que precisam voltar ao trabalho e querem seguir amamentando.

Relatei que faço a ordenha desde que o Lucca nasceu, já no hospital, com a orientação das consultoras de amamentação de lá. E depois desse post recebi uma chuva de perguntas de muitas mães querendo saber mais detalhes, de como faço a ordenha, de quanto em quanto tempo, qual máquina uso, como armazeno o leite, e algumas mães apreensivas, com dúvidas se estão fazendo a ordenha corretamente, pois não estão conseguindo tirar muito leite. 

Vou começar falando da máquina de tirar leite. Acredito que para quem quer amamentar por bastante tempo a escolha de uma boa máquina é fundamental. Acho que é um item indispensável no enxoval do bebê, e acredito que vale a pena economizar em algo mais supérfluo para investir nisso.

Sei que no Brasil, infelizmente, as máquinas são caras, e os planos de saúde não são obrigados a cobrir o custo dela como são aqui. Mas tenho certeza que sem a máquina, com uma bombinha manual eu não teria conseguido chegar até onde cheguei com a amamentação. 

Eu uso a máquina que as consultoras de amamentação do hospital me recomendaram: a Medela Pump In Style Advanced que é uma máquina elétrica, bifásica. É muito importante que a máquina possua essas duas fases que reproduzem a sucção do bebê, o que faz a ordenha muito mais eficiente, tirando mais leite em menos tempo, pois seu corpo entende melhor aquele estímulo.

A máquina faz a passagem de fases automaticamente, ela imita o movimento de sucção do bebê na primeira fase, em que ele suga rápido e leve, estimulando a glândulas mamárias para a descida do leite e depois vai para a segunda fase, onde o bebê suga lento e forte,  retirando um volume maior de leite.

O custo dessa máquina aqui é na média de 150,00 dolares e clicando aqui você verá o link.

Uso com este sutiã onde coloco as peças e assim consigo tirar o leite com as mãos livres, o que facilita muito a vida da gente. Muitas vezes tiro leite fazendo minha maquiagem, lendo, ou escrevendo. É super útil para quem precisa tirar leite no trabalho. Aqui está o link dele, mas você pode simplesmente fazer um furo num sutiã e obter um resultado parecido.

A utilização da máquina é simples:

- Lave sempre as mãos antes de fazer a ordenha
- Faça o encaixe das peças
- Conecte as peças no sutiã e nos tubos da máquina
- Ligue a máquina usando esse botão e escolha uma velocidade confortável.

Após retirar o leite sempre coloco todas as peças e o frasco com leite extraído num recipiente e sempre manipulo o leite dentro desse recipiente. No caso de derrubar o frasco com o leite, não perco nenhuma gota, depois que derrubei e perdi 150ml de leite, aprendi a lição! 

Eu uso a máquina de 15 a 20 minutos em cada ordenha, e sempre faço a ordenha dos 2 seios ao mesmo tempo, mas você pode fazer de apenas 1 seio, sem problemas, se necessário.

É muito importante lembrar que quando estamos começando a utilizar a máquina, muitas vezes não conseguimos tirar muito leite. Nosso corpo precisa de um tempo para se acostumar com ela. Hoje em dia tiro de 60 a 80 ml a cada ordenha, mas cada caso é um caso, não tem como comparar quantidade de leite materno. Nosso corpo produz exatamente o que o nosso bebê precisa. 

É muito importante saber que se você conseguiu extrair 10 ml de leite, você não deve se desesperar achando que não tem leite ou que tem pouco leite. Isso acontece com muitas mães e o stress de achar que está com pouco leite não ajuda em nada, só atrapalha! 

No grupo de amamentação, as consultoras me ensinaram que o tanto de leite que a gente extrai, não mostra exatamente o quanto de leite que o nosso bebê está mamando. Os bebês são muito mais eficientes que a máquina e existem muitas variantes na produção de leite:

- Fase do bebê; em picos de crescimento por exemplo, nosso corpo produz um volume maior de leite.
- Horário que a ordenha está sendo feita; o maior volume de leite é pela manhã e no final do dia a produção geralmente é baixa.
-Se o bebê mamou há pouco tempo, a quantidade extraída será menor.
-Se você está fazendo a ordenha de uma mamada que está sendo pulada, muito provavelmente você irá extrair uma quantidade maior. 
- No período menstrual o volume de leite diminui um pouco. 

A minha agenda de ordenha com o Lucca aconteceu assim:

O Lucca sempre mamou em livre demanda, mas em média, de 0 a 2 meses; ele fazia mamadas longas de 20, 30 minutos e um intervalo de mais ou menos 2 horas, às vezes 3 horas, entre uma mamada e outra, porque ele dormia bastante durante o dia, nesta fase. Então eu tentava tirar leite 30 minutos após todas as mamadas, mas nem sempre conseguia por conta da correria normal de ter que cuidar de um recém nascido.

Nesse caso, da ordenha acontecer após a mamada e não numa mamada pulada pelo bebê, como já disse,  é super normal extrair pouco leite, em torno de 10ml, ou até menos. Mais uma vez, não se assuste, isso não significa que você tem pouco leite. 

Com 2 meses veio o refluxo. O Lucca mamava somente 2 minutos, chorava e se recusava a voltar para o peito. Nesse momento, fiz um esforço grande para tirar leite após todas as mamadas, pois estava precisando de mais estímulo porque ele não passava mais tanto tempo no meu peito e isso me ajudou muito a manter uma alta produção de leite.

Tirar leite após todas as mamadas é bastante trabalhoso. Aprendi com uma mãe no grupo de amamentação uma dica que facilitou bastante minha vida nessa fase. Toda vez que eu fazia a ordenha ao invés de lavar todas as peças e esterilizar todas elas para a próxima ordenha que seria em 2 horas, eu colocava todas as peças num mesmo recipiente e colocava tudo na geladeira. Assim o leite que ficava nas peças era conservado pela geladeira e após o dia inteiro usando aquelas mesmas peças eu lavava e esterilizava tudo apenas uma vez, para o próximo dia.

Passado o refluxo, perto dos 4 meses, as mamadas duravam de 4 a 7minutos, e ele queria mamar literalmente de hora em hora durante o dia. Nesse momento eu não conseguia tirar leite após as mamadas, por falta de tempo. E foi nesse momento que ele largou a chupeta sozinho e começou a dormir longos períodos à noite. 

Então comecei a tirar leite somente de noite e de manhã, para não ficar muitas horas sem estímulo, o que na maioria das vezes faz a produção cair, o que foi o meu caso.

Por isso, dos 4 meses do Lucca até hoje a minha agenda de ordenha é essa:

Lucca tem a última mamada do dia e dorme às 7:15 da noite. Eu tiro leite às 10 da noite, antes de dormir, e ele acorda e tem a primeira mamada do dia às 7:30 da manhã.

Como ele dorme durante a noite direto, sem acordar para mamar, mesmo ele mamando bastante pela manhã sempre sobra leite, então faço outra ordenha às 8:30 da manhã após a primeira mamada dele.

Dos 4 meses do Lucca até hoje, retiro todos os dias uma média de 150ml de leite. Mesmo com o Lucca aos 11 meses, comendo bastante, ele ainda mama bastante o dia inteiro no peito, e com mais essas 2 ordenhas diárias, consigo manter a mesma produção de sempre. Normalmente minha produção cai um pouco se eu não me alimentar direito, se eu comer pouco. 

Eu ofereço para ele esse leite no dia seguinte, no final do dia, quando nossa produção é naturalmente baixa. Isso me ajudou muito até os 6 meses, na amamentação exclusiva, quando ele ainda não comia sólidos, pois ele tinha bastante fome no fim do dia e minha produção era baixa nesse horário, então esse leite extra me salvava, sem precisar suplementar com fórmula. 

Se ele não mama esse leite no dia seguinte, eu congelo para fazer um estoque para quando preciso sair.

Para as mães que vão voltar ao trabalho, querem continuar amamentando e precisam fazer um estoque de leite, a melhor dica é começar a tirar leite após as mamadas, 1 ou 2 semanas antes de começar a trabalhar. Assim você terá leite suficiente para o primeiro dia de trabalho que você passará longe do seu bebê.

No trabalho é bom fazer a ordenha a cada 3 horas e manter o leite refrigerado para levar para casa e oferecer ao bebê no dia seguinte. 

Tiro leite há 11 meses e por mais trabalhoso que seja acho que vale muito à pena! Além de ter me ajudado com a minha produção de leite, também consegui fazer alguns trabalhos em que tive que passar o dia longe do Lucca e ele continuou recebendo o leite materno.

Por isso sou super à favor da ordenha, para que nossos bebês possam amamentar por um tempo muito maior que os curtos 4 meses da licença maternidade!

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Como Enfrentei a Endometriose

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Como Enfrentei a Endometriose

Várias vezes e em diferentes veículos, tornei público como enfrentei a endometriose. No Fantástico no quadro do Dr. Dráuzio Varela, no Encontro, no Bem Estar, e em algumas revistas. Tudo isso porque acredito que é extremamente necessário falar sobre essa doença misteriosa e silenciosa que acomete 176 milhões de mulheres no mundo, sendo 6 milhões só no Brasil.

Mesmo sentindo todos os sintomas da endometriose, eu como a maioria das pessoas, desconhecia essa doença. 

Foi assistindo um programa de TV, o Bem Estar, ouvindo o Dr. José Bento descrever os sintomas da endometriose. Que me dei conta de que aquela cólica insuportável, que me acordava de madrugada todo mês, há quase 2 anos, poderia ser endometriose. Então pedi para minha ginecologista investigar meu caso. 

Sim, eu tive que pedir para minha ginecologista uma ressonância pélvica e me parece que esse é o grande problema dessa doença, na maioria das vezes, as mulheres que sofrem os sintomas da endometriose e todos ao seu redor, incluindo seus ginecologistas, acham que aquela cólica forte é normal. 

Fiz minha primeira ressonância pélvica aos 31 anos de idade e foi constatado: endometrioma no ovário direito, focos de endometriose na região externa do ovário esquerdo, e também próximo ao intestino e à bexiga.  

Após receber esse diagnóstico, a minha ginecologista me explicou um pouco sobre a doença e já me sugeriu de cara a cirurgia, uma videolaparoscopia, para a retirada do endometrioma e dos focos de endometriose. 

Eu estava começando a rodar um filme e expliquei à ela que aquele não seria um bom momento para uma cirurgia. Ela me explicou que como ainda não existe uma cura definitiva para a endometriose, a cirurgia elimina os nódulos, mas não previne que novos cresçam e que o maior recurso para impedir seu crescimento é a interrupção do fluxo menstrual. Então decidi esperar um pouco para fazer a cirurgia, mas bloquear meu fluxo menstrual imediatamente, com o uso da pílula anticocepcional. Decidimos usar a Cerazette,  uma pílula de progesterona bastante usada em casos de endometriose. 

Ainda chocada com aquele diagnóstico, morrendo de medo de pensar na possibilidade de não conseguir ser mãe e querendo muito entender melhor essa doença, decidi pesquisar e tentar encontrar outras alternativas.

Fiz uma busca enorme sobre endometriose na internet. Li centenas de depoimentos de portadoras da doença e percebi rapidamente que a endometriose é uma doença incapacitante tanto fisicamente quanto emocionalmente. 

A maioria das mulheres relatavam uma verdadeira peregrinação por diversos médicos até o diagnóstico e tratamento adequado. Dores insuportáveis, tratamentos difíceis, com muitos efeitos colaterais, cirurgias invasivas, dolorosas, de alto custo e uma tortura emocional constante pela incerteza da possibilidade de serem mães.

Não se sabe ao certo os motivos que desencadeiam a endometriose, ela ocorre quando há crescimento de tecido uterino (endométrio) fora do útero, na cavidade abdominal e nos ovários. Os principais sintomas da doença são: 

  • Dor durante as relações sexuais
  • Cólica menstrual intensa 
  •  Alterações no hábito intestinal 
  • Infertilidade 

O diagnóstico muitas vezes é feito tardiamente, quando a endometriose já pode ser profunda e a mulher corre o risco de perder partes de órgãos da região pélvica.

Com o grande aumento de casos da doença nos últimos anos, acredita-se que a endometriose seja a doença da mulher moderna, da mulher que demora para ter filhos. O fato é que nós mulheres, fomos programadas pela natureza para engravidar e não para menstruar. 

Minha avó, por exemplo, teve seu primeiro filho aos 18 anos e até a menopausa, teve um filho atrás do outro. Ficou grávida 16 vezes, exatamente como a natureza a programou. 

Ela nunca sofreu de Endometriose, porque menstruou muito menos do que eu.
Nos dias de hoje, demoramos para ter filhos e temos menos filhos, consequentemente menstruamos muito mais do que deveríamos.

Os tratamentos existentes são: 

A videolaparoscopia, que é uma cirurgia minimamente invasiva. A operação é realizada em ambiente hospitalar, por meio da introdução de uma pequena câmera através da cavidade pélvica, sem a necessidade de grandes cortes externos na pele. Normalmente são realizadas duas pequenas incisões na altura da virilha e uma incisão na região umbilical.
A microcâmera incorporada no equipamento permite que o especialista tenha uma visão ampla e profunda, podendo assim avaliar em grande aumento e com alta definição os órgãos e tecidos internos, possibilitando a retirada e cauterização dos focos. 

O uso de medicamentos, como anticoncepcionais orais combinados ou só com progesterona, DIU ou implante medicados com progesterona e contraceptivos injetáveis. Nos casos de endometriose avançada diagnosticada após a realização do procedimento cirúrgico (estágios III e IV da doença), orienta-se eventualmente o uso de medicamentos que bloqueiam o eixo hormonal (análogos do GnRH) por três meses, induzindo a uma menopausa temporária. 

Li relatos de mulheres que tomaram esses medicamentos, (análogos do GnRH) e sofreram fortíssimos efeitos colaterais. 

Li também, relatos de muitas mulheres que infelizmente tiveram que passar pela cirurgia mais de uma vez, ou porque na primeira cirurgia não se realizou a retirada total dos tecidos afetados pela endometriose e o mesmo continuou crescendo com o passar do tempo. Ou pelo fato da paciente ter voltado a menstruar após a cirurgia e assim novos focos se formaram. 

Foi nesse momento que percebi a importância de encontrar um especialista, pois obviamente não gostaria de ter que passar por essa cirurgia mais de uma vez. 

E é importante dizer que no meu plano de sáude não havia nenhum especialista em endometriose conveniado, pelo menos não naquele momento em 2012, e infelizmente esse é um problema bastante comum. 

Passei um ano acompanhando de perto minha endometriose, pesquisando bastante sobre essa doença, aprendendo muito com as histórias de outras portadoras de endometriose, convivendo com o medo de não poder realizar meu sonho de gerar um filho, lidando com a culpa de achar que a minha escolha de priorizar o meu trabalho e adiar o meu sonho de ser mãe, poderia talvez ser a causadora disso tudo. 

Nesse um ano passei por 4 médicos diferentes e mesmo com meu fluxo menstrual bloqueado, meu endometrioma e minhas dores continuavam crescendo. 

Então resolvi tentar um implante de progesterona que o Dr. Elsimar Coutinho havia criado, o Elcometrina. Li que este implante havia tido bons resultados em mulheres com endometriose. 

Esse implante dura 6 meses, e com ele minhas cólicas melhoraram bastante, mas o endometrioma no ovário direito continuava crescendo.

no dia seguinte da minha videolaparoscopia

no dia seguinte da minha videolaparoscopia

Aos 32 anos de idade, quando percebi que corria o risco de perder meu ovário direito, finalmente encontrei no Rio de Janeiro, um ginecologista especialista em endometriose, o Dr. Marco Aurélio Pinho de Oliveira. Mesmo estando no meio de uma novela das 9 “Amor à vida”, eu decidi fazer minha videolaparoscopia.

Fiz a cirurgia e descobri que ela é minimamente invasiva externamente, mas internamente a videolaparoscopia é uma cirurgia como outra qualquer, que exige repouso de no mínimo 20 dias. Eu infelizmente não consegui repousar os 20 dias, pois a novela precisava ir ao ar. Fiz repouso de apenas 12 dias e recomendo à todas que passam por essa cirurgia, que façam o repouso adequado, pois existe o risco de aderências. 

Felizmente a cirurgia correu bem. O Dr. Marco Aurélio conseguiu fazer a retirada do endometrioma e preservar meu ovário direito!

O meu plano de saúde não cobriu os honorários dele, pois ele não atende a nenhum convênio, e o plano de saúde também não fez nenhum tipo de reembolso, pois eles acreditavam que qualquer ginecologista poderia fazer a cirurgia. Mas eu acredito que um médico super especializado nessa doença, que estuda e só trabalha com isso, fez com certeza toda a diferença, portanto eu paguei do meu bolso os honorários dele, mesmo tendo um bom plano de saúde. 

Após a cirurgia, coloquei mais um implante de Elcometrina para bloquear meu fluxo menstrual e manter minha pêlvis livre de novos focos até chegar o momento de tentar engravidar. 

Com o fim da novela, o novo implante de progesterona que durava 6 meses estava quase no fim, assim que retirei o implante fiz 12 sessões de Acumpultura para acordar meus ovários que ficaram 2 anos adormecidos, sem ovular devido o bloqueio da menstruação. 

E o momento de começar a tentar engravidar finalmente chegou e com ele a dúvida, o medo de não conseguir engravidar e o receio de sangrar durante muitos meses tentando engravidar e assim gerar novos focos de endometriose e consequentemente precisar de uma nova cirurgia. 

teste de ovulação positivo

teste de ovulação positivo

Meu plano era tentar 6 meses, e se não conseguisse naturalmente já procurar ajuda, então comprei testes de ovulação para saber exatamente quando estaria ovulando. 

E como um milagre, para nossa surpresa após a minha primeira menstruação fiz o teste de ovulação e engravidei naturalmente! 

Quando a menstruação não veio no mês seguinte, achei que meu ciclo estivesse desregulado como sempre foi quando não estava tomando anticoncepcional. Não quis nem fazer o teste de farmácia para não ficar ansiosa, não ficar neurótica, todo mês fazendo o teste de farmácia após o atraso menstrual, e para não desabar de tristeza com o sinalzinho negativo no exame.

Mas meu marido comprou o teste, e me forçou a fazer o exame na manhã seguinte. 

teste de gravidez positivo

teste de gravidez positivo

Não acreditei quando o teste deu positivo! Usei os 3 testes da caixinha e os 3 deram positivos! 

Continuei na dúvida e só tive certeza que seria mãe quando ouvi o coraçãozinho do meu bebê batendo no ultrason, o som mais incrível do mundo!!!!

Minha gravidez foi absolumtamente normal, tive somente um sangramento com 8 semanas de gestação, que não tinha nenhuma relação com a endometriose. Segundo a minha médica foi um sangramento comum, mas para mim foi um tanto assustador, por isso fiz o repouso recomendado até completar 12 semanas. 

E hoje, com o meu bebê nos braços e meu sonho realizado, eu continuo de olho na endometriose e para que ela não volte eu continuo bloqueando meu fluxo mestrual. Mas desta vez com a pílula Micronor (Micropíllula) pois continuo amamentando o Lucca. 

Espero que com este texto eu tenha conseguido responder todas as perguntas que muitas mulheres, portadoras de endometriose, me fazem quase que diariamente nas minhas redes sociais e que nem sempre consigo responder uma por uma. 

E deixo aqui um alerta para que todas as mulheres fiquem atentas aos sinais de seus corpos,  pois se a endometriose for diagnosticada num estágio inicial, muita dor pode ser evitada.

E desejo todo meu carinho e força para as que estão na luta contra a endometriose, fé e pensamento positivo, acredite que tudo vai dar certo! 

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Mães que me Inspiram #1

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Mães que me Inspiram #1

Mães que me Inspiram

Este será o primeiro, de muitos textos, escrito por mães que me inspiram, que quero compartilhar por aqui.

Mães que já são mães há mais tempo que eu, mães que já são avós, mães que acabaram de ser mães. Enfim, mães que me inspiram e me ensinam.

O texto de hoje foi escrito pela Mayra Hassano, ela é mãe de 3 preciosidades e é diretora de criação do canal Fox Brasil.

Eu encontrei a Mayra no meu primeiro trabalho após o nascimento do Lucca. Num projeto super bacana, que reúne pais e mães para um bate papo sobre maternidade e paternidade, o programa se chama "Na hora da troca" e serão 6 episódios que vão ao ar a partir de Maio na Fox Brasil. Eu amei fazer!!!

Eu e a Mayra, já nos reconhecemos logo de cara, pelo simples fato de sermos mães, conversamos um monte sobre os nossos filhos e as nossas aventuras de mães.

Tenho adorado como a maternidade tem me trazido tantas novas e boas amizades! 

Muito Obrigada por dividir a sua história com a gente Mayra! 


MÃE DE GÊMEAS

Olá a todos, 

Primeiro, gostaria de agradecer à mãe Fer do pequeno Lucca que, muito gentilmente, me deu este espaço pra contar parte da minha história de mãe. E, também, já pedir desculpas ao meu filho Romeu. Você sempre será o meu menino, meu divisor de águas. Mas, desta vez, falarei sobre suas irmãzinhas que, na verdade, tem tudo a ver com você também... 

A segunda gravidez costuma vir com menos atropelos, menos ansiedade. Afinal, já sei trocar fraldas, sei dar banho em bebê molinho, sei a diferença entre cólica e refluxo, sei que vou dormir bem pouco,  sei como sai o leite do peito (parece óbvio, só que não), sei que toda fase é uma fase. Sei e sabia disso tudo. Devorei, na primeira vez, a “Encantadora de Bebês”, o “Nana Nenê” e os sábios ensinamentos das pessoas mais próximas a nós. Sabia da ordem do EASY, uma dica preciosa pro início. Traduzindo pro português, seria mais ou menos assim: primeiro você alimenta o bebê (“E” – eat); depois, faz uma atividade com ele (“A”) - podem ser breves 15 minutos; só aí que você o coloca pra dormir (“S” – sleep); o “Y” é algo que só em sonho é possível realizar, ao menos para a maioria das mortais – “Y” de You, VOCÊ, é dedicar-se, o mínimo que seja, a você mesma, não ao bebê. 

Bom, sabia disso tudo, na teoria e na prática. 

Quando fomos eu e meu marido ao laboratório fazer o primeiro ultrassom, o médico que nos atendeu era daqueles bem engraçadinhos que sempre tem uma piada pra sacar do bolso. Dr. Javier. O primeiro comentário dele foi que o meu marido mandou bem, que ele tinha aprontado e tal. Meio esquisito isso, não é a coisa mais natural do mundo fazer filho? Sei que pra muita gente não é, podemos falar disso num próximo momento... 

Sempre com um sorriso no rosto, o Doutor mexia na minha barriga com aquela gosma gelada, enquanto eu via 2 manchas no monitor. Como aquela imagem predominantemente escura não diz muito pros leigos, achei que pudesse ser o meu outro ovário, um nódulo, o resto do café-da-manhã que, misteriosamente, tinha parado ali.  

O médico pediu pra eu me preparar pra outro exame, então saí da sala pra me trocar. Quando voltei, meu marido estava meio paralisado, o Doutor abriu mais a boca, quase numa gargalhada, e mostrou 2 dedos querendo dizer “ número 2” (não, ainda não era o cocô), duplo de dois, casal, double...mas dois o que????

Estava caindo a ficha, mas não, não podia ser. 

Voltei à posição ginecológica, quando escutei o pá-pá-pá do teclado do computador e o texto em cima da primeira mancha no monitor: “Feto 1”. A gente aprende na escola ou na vida que quando você escreve 1 é porque vem o 2, talvez 3 ou 4 na sequência... 

Congelei. Não tinha histórico em nenhuma das 2 famílias, não fiz tratamento, não...opa, o Doutor escreveu agora “Feto 2”. Jesuuuuuus! 

Quando Romeu nasceu, me senti naquela cena do filme “E o vento levou...”. Scarlett O’Hara vociferando a célebre frase “Jamais sentirei fome outra vez!”. Só que eu dizia: “Jamais terei filho outra vez!”. 

Passado 1 ano, ou menos que isso, a gente esquece de toda a parte ruim, olha para aquele serzinho que, inacreditavelmente, saiu de você mesma e pensa: “Como é maravilhoso ter um filho! Quero muito dar um irmãozinho a ele, é tão bom ter irmãos...”.  

Pois é, acho que foi essa a questão, eu pensei no plural, irmãos. 

Voltando ao Laboratório, saímos de lá estarrecidos, preocupados, cheios de insegurança e ansiedade. Ué, e aquela experiência toda que eu tinha com o primeiro filho? Com dois (duas, mas isso eu só saberia um pouco maistarde), tudo seria diferente: se eu quase não dormia com um, com dois eu seria uma zumbi nos primeiros 3 meses? Como caberiam 2 berços, 2 cadeirinhas, 2 tudo no quarto projetado para um? 

Ficamos um dia em estado de choque, sentindo muita, mas muita pena de nós mesmos. 

Hoje, após 1 ano do nascimento delas, tenho uma imagem na minha cabeça. Imaginem que os bebês, antes de serem concebidos, façam uma fila na Terra dos Pré-Embriões. Um quer morar na Índia e nascer num Ashram. O outro quer pertencer àquela família de sobrenome Silva e que faz questão de se reunir à mesa todas as noites. Alice, minha primeira filha (ela nasceu 5 minutos antes da segunda), já estava ali esperando por nós. Helena chegou correndo, esbaforida, com receio de que perderia a fila e não nos encontraria mais. Ela sabia que, se não fosse naquele momento, não iria mais pra família que escolheu. Balançou os braços como se quisesse dizer - “Esperem por mim!” – deu aquele salto de ninja voadora e, tchibum, mergulhou no meio da minha placenta e emitiu um chorinho doce de recém-nascido vitorioso, com muito orgulho de sua conquista. 

É inquestionável que, hoje, sou mãe de 3. É assim assim, uma benção, um pequeno milagre, o maior e mais verdadeiro clichê de todos os tempos: um amor incondicional.

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Como aumentei a minha produção de leite

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Como aumentei a minha produção de leite

Eu sempre achei que tinha pouco leite...

Mesmo com o meu bebê dormindo a noite toda, muitas vezes eu perdi o sono de preocupação com a minha produção de leite. E acho que como eu, muitas outras mães em algum momento se questionaram se tinham pouco leite, se seu leite era suficiente, se seu bebê não estava chorando de fome. 

Me parece que essa é uma preocupação bastante comum entre as mães que estão amamentando. Percebi no meu grupo de mães que eu não era a única com essa preocupação. 

A pressão de saber que aquele pequeno ser depende exclusivamente do leite que o nosso corpo produz, muitas vezes afeta a gente. Essa pressão fazia com que o medo do leite diminuir ou secar estivesse sempre presente na minha cabeça, até uns 6 meses do Lucca. O que mais me ajudou com isso foi receber orientação profissional de quem entende do assunto. 

A pediatra do Lucca me ajudou muito nos momentos difíceis, como na época do refluxo, em que eu achava que ele chorava de fome. Nesse momento ela podia ter nos orientado à complementar com fórmula, mas ao contrário de muitos pediatras, ela me deu muita força para eu seguir com a amamentação exclusiva. Me encaminhou para um círculo de amamentação, um encontro entre mães que amamentam e consultoras de amamentação.  E ela também me tranquilizou, dizendo que a maioria das mães acham que tem pouco leite, mesmo tendo o suficiente para seus bebês, me disse que esse é um sentimento muito comum. 

E que além da importância da orientação e do apoio do círculo de amamentação, nada era mais importante do que EU CONFIAR NO MEU CORPO! 

Na época em que passei por esse problema, decidi compartilhar no Instagram as orientações que recebi das consultoras nesse círculo de amamentação para aumentar a minha produção de leite. Pois essas orientações me ajudaram muito e me senti na obrigação de dividir essas informações tão importantes com outras mães. 

E depois que compartilhei isso, recebi inúmeras mensagens lindas de mães que estavam praticamente sem leite, quase desistindo da amamentação, e que com essas orientações conseguiram aumentar a sua produção de leite e seguir amamentando.

Essas mensagens me enchem de alegria, por isso quis dividir essas informações aqui no blog também.. 

O mais importante e mais simples de tudo e que muita gente já sabe, mas que não custa lembrar, é a receita simples da amamentação:  

Bebê no peito o tempo todo! Quanto mais tempo o bebê suga o peito, mais o corpo recebe a mensagem de que esse bebê precisa de mais leite! Sendo assim a complementação com fórmula, diminui o número de mamadas no peito, o que não ajuda na produção de leite. 

"Pele com Pele”. A proximidade da mãe com o bebê também é super importante para estabelecer uma boa produção de leite. O contato da pele, entre mãe e bebê, aumenta a prolactina, o hormônio responsável pela produção de leite.

A Livre Demanda é o melhor cronograma para a amamentação. Bebê no peito quando ele quiser e pelo tempo que ele quiser. Eu descobri na pele que não existe uma regra de horário para mamadas. Lucca nunca gostou do tal intervalo de 3 horas que tanto falam, ele sempre mamou de hora em hora durante o dia e assim descobri que a Livre Demanda é a melhor aliada da amamentação. 

Beber bastante água, o tempo todo! Amamentar nos deixa naturalmente com mais sede. 

Evitar dietas radicais para perda de peso. Se alimentar corretamente é fundamental. O corpo precisa de calorias extras para produzir leite. Cuidado com as dietas “fat free” - “ livre de gorduras”. Nossos bebês precisam de gorduras boas para o desenvolvimento do cerébro. Como por exemplo; azeite de oliva, óleo de coco, ômega 3, e castanhas. Entendo que todas nós queremos perder os quilinhos da gravidez o mais rápido possível, mas se a prioridade é amamentar, o ideal é perder esses kilos a mais da gravidez devagar, sem pressa, naturalmente. 

Evitar exercícios físicos em excesso. A malhação pesada diminui a prolactina e a fadiga física não ajuda na produção de leite. 

Comer aveia todos os dias. Faço um mingau de aveia com leite de amêndoas pela manhã, e uma vitamina batida com frutas e aveia a tarde. E o consumo da quinoa também é benéfico, cozinho no arroz e assim consumo todos os dias. 

O uso da máquina de tirar leite. E o conselho que mais me ajudou e que aqui nos EUA é muito utilizado, é o uso da máquina de tirar leite, após as mamadas.

A máquina recomendada é a elétrica, bifásica, eu uso a Medela Advance pois ela imita o estímulo do bebê sugando. Primeiro faz o movimento que o bebê faz para estimular o leite a descer e depois faz o movimento do bebê sugando. Eu usei muito a máquina na época do refluxo,  quando o Lucca mamava pouco, minha produção caiu muito e a máquina me salvou. 

Eu tirava leite sempre após as mamadas curtas dele. Dessa maneira meu corpo achava que meu bebê estava sugando mais do que de fato ele estava e então meu corpo recebia a mensagem de que precisava fazer mais leite. 

Até hoje uso a máquina todos os dias. Pois o Lucca dorme 12 horas direto à noite e esse intervalo é muito longo para ficar sem estímulo, o que fez minha produção baixar um pouco quando ele começou a dormir longos períodos a noite. Por isso, tiro leite todas as noites antes de dormir e pela manhã após a primeira mamada dele, pois tenho muito leite pela manhã que acumula durante a noite. Ofereço esse leite para ele todos os dias no final do dia, quando ele normalmente tem bastante fome e a nossa produção é naturalmente mais baixa. 

✅ Composto natural de ervas que estimula a produção de leite. Aqui nos EUA é proibido o uso de medicamentos para o aumento da produção de leite, não sei exatamente o porquê. Conheço algumas mães que no momento do desespero tentaram comprar esses medicamentos no mercado negro, em sites de outros países onde o uso do medicamento é liberado, como no Brasil. Quando a minha produção estava muito baixa pedi para minha médica esse medicamento e ela me informou que é proibido aqui. 

No círculo de amamentação a consultora me indicou um composto natural de ervas que estimula a produção de leite e é bastante conhecido e usado por aqui. A marca é  ”Mother Love” e eles têm vários compostos diferentes. Eu tomei o “More Milk”, e acho que ajudou um pouco, mas acredito que o uso da máquina de tirar leite foi mais eficaz.

✅ O choro do bebê! E a última informação que me passaram e que achei a mais incrível de todas, é que o choro do bebê faz com que nosso corpo produza mais leite! O que faz muito sentindo e nos lembra que a natureza é perfeita mesmo! 

 

Seguindo essas orientações consegui estabelecer uma boa produção de leite, e eu que um dia sofri com a baixa produção, hoje amamento o meu filho e ainda consigo doar leite para outros bebezinhos.

Peitos fartos e filhos fortes para todas nós!!!!! 

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